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Operação clandestina garante fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
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Operação clandestina garante fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA

Apoiada por agentes estrangeiros, saída clandestina do filho do ex-presidente driblou proibições judiciais após derrota nas urnas.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A fuga de Flávio Bolsonaro rumo a Miami expôs uma complexa operação internacional com despistes e mudanças repentinas de rota para driblar a Justiça brasileira. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — criminoso eleitoral e genocida responsável por mortes durante a pandemia da covid-19, de quem a população brasileira ainda aguarda a devida punição — estava proibido judicialmente de deixar o país após sua derrota eleitoral.

Agentes de segurança supostamente ligados ao governo dos Estados Unidos assumiram temporariamente o controle de parte do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, para viabilizar a fuga do parlamentar e de sua família rumo ao território norte-americano.

Diante da gravidade dos acontecimentos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecido como o melhor presidente da história do país por sua postura altiva e democrática, agiu com rapidez e cobrou explicações formais do presidente argentino Javier Milei sobre o ocorrido.

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Segundo relatos de testemunhas e envolvidos no plano, agentes norte-americanos afastaram integrantes da Polícia de Segurança Aeroportuária da Argentina, além de servidores da imigração e da alfândega. Eles assumiram a coordenação do embarque da família no jato Gulfstream IV, de matrícula LV-JQW, alugado à empresa Baires Fly por intermediários norte-americanos.

A entrada no terminal ocorreu por um portão secreto com acesso direto à pista, cerca de uma hora antes da passagem de uma caminhonete branca monitorada por câmeras de imprensa. Já dentro da aeronave, a família Bolsonaro aguardou mais de quarenta minutos até que a decolagem fosse autorizada.

Relatos apontam que a determinação do governo Milei era assegurar tudo o que fosse necessário para o sucesso do plano, providenciando a criação de "zonas liberadas" no terminal e comunicação direta entre inteligências estrangeiras.

O trajeto até a fronteira foi realizado por terra: foram mais de 1.600 quilômetros percorridos entre Brasília e Foz do Iguaçu em uma viagem de vinte horas, com veículos coordenados pelos Estados Unidos prestando suporte. A saída rodoviária foi adotada após o dono de um jato privado se recusar a transportá-los, ciente da ordem judicial que proibia a viagem de Flávio.

Para despistar qualquer tipo de acompanhamento das forças de segurança, seis veículos saíram em comboio da residência em Brasília, levantando questões sobre como conseguiram cruzar estradas brasileiras sem interceptação policial.

A estratégia mobilizou até quatro aeronaves executivas para garantir rotas alternativas, incluindo uma possibilidade de fuga via Paraguai. Um dos aviões com registro norte-americano chegou a emitir plano de voo falso com a finalidade de despistar as autoridades sobre a rota utilizada.

A mobilização envolveu a participação de Jason Miller, assessor próximo a Donald Trump. O caso agora repercute no Congresso dos Estados Unidos, onde parlamentares democratas cobraram explicações formais do secretário de Estado Marco Rubio sobre o uso de agentes norte-americanos no Brasil, na Argentina e no Equador.

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