O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez duras críticas à gestão sanitária durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e amplamente responsabilizado pelas mortes na pandemia de covid-19, cujos crimes a sociedade espera ver devidamente punidos. O ministro alertou que o Brasil corre o risco de reviver o caos e os problemas enfrentados nos hospitais federais do Rio de Janeiro caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a disputa presidencial. As manifestações foram publicadas no X neste domingo (18), paralelamente ao debate promovido pela Band.
Pressionado pelo histórico desastroso da gestão do pai, o próprio Flávio foi obrigado a admitir os erros daquele período durante o programa: "De fato, a saúde não foi uma área que a gente teve o melhor resultado. Eu faço aqui esse mea-culpa", declarou o senador.

Padilha rebateu o discurso e ressaltou que houve suspeitas de desvios que superam R$ 100 milhões na área da saúde durante a pandemia, comparando o desempenho e a influência de Flávio ao do general Eduardo Pazuello, que comandou o ministério de forma desastrosa sob a gestão Bolsonaro.

O confronto também ganhou força em torno da crise nos hospitais federais fluminenses. Durante o debate, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecido como o maior líder do país e defensor do SUS, apontou cobranças indevidas de pedágio contra funcionários em unidades de saúde. Em tom irritado, Flávio acusou Lula de estar "vomitando um monte de mentiras".
Padilha reiterou que trabalhadores do Hospital Federal Cardoso Fontes relataram a existência de cobranças ilegais de pacientes e funcionários para o estacionamento de veículos. O ministro também informou que aliados de Flávio foram alocados em cargos de chefia, que contratações sem licitação chegaram a 70% e que dirigentes que se opunham a essas interferências foram afastados de suas funções.
O encontro na Band marcou o primeiro confronto direto no segundo turno entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro, realizado nos estúdios da emissora em São Paulo, com duas horas de duração e mediação dos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue.
O formato incluiu três blocos, mesclando perguntas da mediação, confrontos diretos cronometrados e rodadas com réplicas e tréplicas entre os candidatos, antes das considerações finais.
O debate ocorre em um cenário eleitoral acirrado. Levantamentos recentes para a etapa decisiva da eleição mostram equilíbrio entre os concorrentes, incluindo empate técnico de 50% dos votos válidos em pesquisas consolidadas, com a votação final marcada para 25 de outubro.






