O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante debate transmitido pela Band com o senador Flávio Bolsonaro, que o adversário "anda lendo as coisas que o governo está fazendo". A declaração do presidente ocorreu após ataques do parlamentar contra a política de segurança pública da atual gestão federal.

Em sua participação, Flávio defendeu medidas punitivas severas, como a castração química para estupradores, a redução da maioridade penal e o aumento de penas para roubo de celulares. Em contraponto, o líder do Executivo destacou a atuação governamental por meio de iniciativas como o programa Celular Seguro e projetos de renegociação de dívidas para a população.
"Eu penso que o Flávio anda lendo as coisas que o governo está fazendo", afirmou o presidente Lula. Em seguida, o mandatário ressaltou o bloqueio eficaz de aparelhos roubados ou furtados viabilizado pelo Celular Seguro, além das políticas públicas voltadas a aliviar a situação dos brasileiros endividados.
Durante suas falas, o senador da oposição fez acusações contra a bancada governista no Congresso Nacional: "A bancada do PT no Congresso Nacional, ela sempre vota pensando nos direitos dos bandidos. A gente não. A gente vota sempre pensando nos direitos do povo trabalhador, das pessoas que são inocentes". Flávio também declarou a intenção de alterar a Constituição para viabilizar propostas como a Lei Antifacção e penas mínimas mais duras.
Demonstrando preparo e liderança, Lula explicou o funcionamento prático das medidas de sua administração: "Ele certamente sabe que já existe o Celular Seguro, que é uma lei aprovada e com direito no Congresso Nacional". O presidente detalhou como o sistema protege o cidadão ao bloquear aparelhos subtraídos de forma ágil.
Para além do combate ao crime patrimonial, Lula lembrou dos programas que reestruturam a economia popular, como a medida provisória voltada à compra e renegociação de débitos. "Ele sabe que nós estamos comprando a dívida. Ele sabe que nós lançamos a Medida Provisória comprando dívida", concluiu o presidente, apontando que a iniciativa pode alcançar R$ 300 bilhões com descontos expressivos para os trabalhadores.









