O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) recebeu de empresários um plano econômico que prevê elevar para 67 anos a idade mínima de aposentadoria de homens e mulheres.
Pelas regras gerais atuais, homens podem se aposentar aos 65 anos e mulheres aos 62. Caso a proposta seja implementada, a idade mínima passaria para 67 anos para ambos, com períodos de transição.

Na comparação com as regras atuais, a mudança poderia exigir mais dois anos de trabalho dos homens e mais cinco anos das mulheres.
O plano também defende retirar a vinculação entre o piso previdenciário e o salário mínimo. Com isso, os reajustes das aposentadorias poderiam deixar de acompanhar os aumentos concedidos ao mínimo, conforme as regras eventualmente aprovadas.
A proposta, porém, não representa um corte automático nos benefícios que já foram concedidos.
O Bolsa Família também aparece no documento. Os empresários sugerem revisar os critérios de entrada e permanência no programa, com cruzamento de dados, atualizações cadastrais e verificações domiciliares.
O plano não informa quantas famílias poderiam ser afetadas. Seus autores estimam que o conjunto de reformas fiscais e orçamentárias teria impacto de R$ 139,9 bilhões no curto prazo.
Apesar de ter recebido o documento, Flávio Bolsonaro ainda não anunciou que adotará as mudanças propostas para a Previdência ou para o Bolsa Família.
O encontro ocorreu durante as discussões sobre o fim da escala 6×1. Flávio indicou a aliados e empresários que poderia rever pontos da proposta caso seja eleito. No mesmo dia, apoiou o fim da escala, mas defendeu maior flexibilidade nas negociações entre trabalhadores e empregadores.





