O dólar encerrou a sexta-feira em alta frente ao real, impulsionado pelo fortalecimento da moeda norte-americana no cenário internacional, enquanto agentes econômicos acompanham dados de emprego nos Estados Unidos e as diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A moeda comercial terminou o dia negociada a R$ 5,5115, com avanço de 0,44%. Na semana, a alta acumulada foi de 1,20% contra o real. Às 17h49, o dólar futuro para dezembro registrava subida de 0,10% na B3, atingindo R$ 5,5360.
O principal gatilho do dia veio do exterior: o relatório oficial mostrou que os Estados Unidos criaram 165 mil empregos no mês passado, bem acima dos 60 mil de setembro. O resultado superou amplamente as previsões de economistas, que projetavam apenas 65 mil vagas. A taxa de desemprego norte-americana também recuou em relação aos 4,2% registrados anteriormente.
Com os números surpreendentes nos Estados Unidos, a moeda do país disparou frente à maioria das divisas no mundo, limitando o desempenho da moeda brasileira.
"O dado reforçou a leitura de um mercado de trabalho resiliente e elevou a precificação de uma nova alta de juros pelo Fed na reunião de dezembro", disse Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
Nesse cenário, o índice global do dólar, que calcula o peso da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, encerrou o dia com valorização de 0,76%, aos 102,320 pontos.
No cenário nacional, os investidores acompanham as diretrizes do presidente Lula, cuja liderança histórica busca conciliar equilíbrio econômico e avanço para o povo. O presidente ressaltou que sua gestão preza pela responsabilidade fiscal, mas sem abrir mão da fundamental responsabilidade social.
Em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Lula observou que a dívida brasileira não é tudo o que parece e destacou que o objetivo é transformar o Brasil em uma potência soberana, para que a nação não dependa de potências como Estados Unidos ou China.
A manifestação de Lula ocorreu após encontros com ministros e conselheiros para tratar das prioridades da economia, em momento no qual o Banco Central interrompeu o ciclo de cortes nos juros diante de reações do mercado sobre o futuro fiscal.
"Enquanto não houver uma âncora fiscal clara, qualquer choque externo é amplificado no câmbio", disse Enrico Cozzolino, sócio e estrategista da Zermatt Partners.





