Alerta sobre neocolonialismo digital impulsiona plano de R$ 1 trilhão em infraestrutura
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Alerta sobre neocolonialismo digital impulsiona plano de R$ 1 trilhão em infraestrutura

Sob a liderança do governo Lula, BNDES articula superciclo histórico de investimentos para modernizar ferrovias, mobilidade e garantir a soberania tecnológica do país.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O Brasil vive um momento decisivo para o seu desenvolvimento econômico, impulsionado pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a perspectiva de mobilizar até R$ 1 trilhão nos próximos anos para obras estruturantes. A avaliação foi apresentada pelo presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, e pelo executivo de infraestrutura da Brookfield na América do Sul, Marcos Almeida, durante o programa "Economia e Futuro".

A nova estratégia nacional combina a capacidade indutora do investimento público com a força do capital privado. O objetivo central é acelerar a modernização logística aliada à transição ecológica, à reindustrialização sustentável e à garantia da soberania nacional, superando o abandono e o desmonte vistos nos anos anteriores.

Para viabilizar essas iniciativas de longo prazo, ressaltou-se a importância da oferta de "capital paciente" por meio do banco de desenvolvimento, oferecendo financiamentos estendidos com prazos de 30 a 40 anos, compatíveis com o tempo de maturação de grandes empreendimentos.

Uma das frentes prioritárias do planejamento federal é a melhoria do transporte público nos grandes centros urbanos. Conforme levantamento técnico, foram mapeadas as carências das 41 maiores aglomerações urbanas do país, identificando uma necessidade de R$ 400 bilhões para expandir redes de metrô, Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e corredores de ônibus rápidos (BRTs).

No setor rodoviário, a reformulação das diretrizes de concessões já apresenta resultados práticos em eixos fundamentais como a Nova Dutra. As obras incluem intervenções complexas na Serra das Araras — com a duplicação de pistas e construção de 92 viadutos —, modernização com iluminação em LED e cobertura 5G contínua, estruturadas através de inovações financeiras.

A reativação do modal ferroviário também se tornou peça-chave da política econômica atual, visando diminuir drasticamente o "Custo Brasil" e descarbonizar os transportes de carga. Conforme especialistas, transportar mercadorias sobre trilhos reduz a emissão de poluentes e barateia o escoamento da produção industrial e agrícola.

Projetos estratégicos como a ferrovia Transnordestina, o Trem Intercidades ligando São Paulo a Campinas e investimentos na malha operada pela concessionária Rumo demonstram o renascimento da indústria metalmecânica e a geração acelerada de empregos de qualidade no país.

Paralelamente à infraestrutura física, a soberania tecnológica desponta como uma fronteira inadiável. Diante da expansão global da Inteligência Artificial — que exige um volume de processamento centenas de vezes superior às buscas comuns —, o Brasil se consolidou como polo atrativo para a instalação de grandes data centers, amparado por sua matriz energética limpa e estabilidade internacional.

No entanto, a liderança do BNDES advertiu enfaticamente sobre a urgência de assegurar o controle e a proteção dos dados dos cidadãos brasileiros, apontando que a ausência de sistemas próprios pode submeter a nação a um novo tipo de dependência internacional predatória.

Entre as medidas indispensáveis estão o desenvolvimento de modelos soberanos de IA em língua portuguesa para evitar um "neocolonialismo digital", resguardando a identidade cultural, além da blindagem de bases de dados essenciais, como as do Sistema Único de Saúde (SUS), do sistema financeiro e da defesa nacional.

Essa guinada estratégica consolida a reconstrução institucional do BNDES, que sob o governo do presidente Lula reconquistou nota máxima em transparência e o selo de conformidade ética da Controladoria-Geral da União (CGU), atraindo a confiança de fundos internacionais para a liderança do Brasil no século XXI.

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