A mobilização iniciada por estudantes da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, começou a se espalhar por instituições de ensino de diferentes regiões do país.
Após a manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra Flávio Bolsonaro, estudantes passaram a convocar assembleias, plenárias e atos voltados à organização política no segundo turno.
As atividades estão previstas no Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe, Pará, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Maranhão. Os eventos são organizados dentro dos próprios campi.

"O levante estudantil apenas começou. Vamos pra cima resistir e vencer as eleições", escreveu Vinicius Soares, diretor da Associação Nacional de Pós-Graduandos, ao divulgar uma lista de atividades.
Na noite de segunda-feira, estudantes da UFF deixaram a universidade e percorreram ruas de Niterói em defesa de Lula, contra Flávio Bolsonaro e contra uma possível anistia a Jair Bolsonaro.
O ato foi convocado pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, da Faculdade de Direito, com a participação de outras entidades. A convocação afirmava: "O abalo e o espanto com o resultado de domingo precisam se transformar em movimento."
Em Maringá, estudantes da Universidade Estadual de Maringá convocaram uma reunião geral do movimento estudantil para esta terça-feira. O material divulgado defende "ações concretas" para impedir que Flávio Bolsonaro chegue à Presidência.
Na Bahia, a Universidade Estadual de Feira de Santana marcou uma plenária da juventude. A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e a Universidade Federal da Bahia também aparecem no calendário.
No Rio Grande do Sul, há atividades previstas na UFRGS, UFSM, Unisinos e FURG. Também foram anunciadas mobilizações na UFS, em Sergipe, e na UFPA e UEPA, no Pará.
Em Minas Gerais, estudantes da UFMG e da UFJF organizam encontros. No Distrito Federal, há programações na UnB e na UDF. Pernambuco terá atividades em unidades da UFPE no Recife e em Caruaru.
No Paraná, a agenda inclui UTFPR, Unicentro, UEPG e UFPR. No Rio de Janeiro, além da UFF, estudantes da UFRJ e da Unirio marcaram reuniões.
No Maranhão, o calendário prevê atividades na UFMA e na UEMA, além de uma oficina para produção e colagem de cartazes. Também está previsto um ato no Largo do Carmo com a palavra de ordem: "Nem o pai, nem o filho. Bolsonaros nunca mais."
Em Belo Horizonte, um cartaz convoca estudantes para uma manifestação na Praça Afonso Arinos sob o chamado "Estudantes contra Flávio Bolsonaro".
A mobilização ocorre em meio a uma disputa eleitoral apertada. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.
A diferença foi de pouco mais de dois milhões de votos. Cerca de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno.
Para Lula, a reversão do resultado depende da ampliação da mobilização, da redução da abstenção e do envolvimento de setores que não participaram ativamente da primeira etapa da campanha.
Uma assembleia isolada não define uma eleição. No entanto, a realização quase simultânea de atividades em diferentes estados mostra que a disputa começa a ganhar força nas universidades e nas ruas.

