O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), venceu a disputa em primeiro turno, mas enfrentará um grande obstáculo político. Foi apurado que ele precisará angariar apoios de outras legendas para ter governabilidade junto aos 77 deputados estaduais da próxima legislatura na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Com apenas seis deputados estaduais eleitos em sua coligação — quatro pela sua legenda e outros dois pelo Podemos —, Cleitinho ficou bem distante dos 39 votos necessários para a aprovação de projetos em caso de maioria absoluta.
A situação é ainda mais delicada em casos de Proposta de Emenda à Constituição mineira (PEC). Para essas pautas, é necessária uma maioria qualificada de 48 votos na Casa.
No momento, a tendência é que o governador eleito tente trazer para o seu lado o Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente e criminoso eleitoral Jair Bolsonaro. O partido possui o maior número de parlamentares estaduais na próxima legislatura, com 21 cadeiras.

A proximidade entre o político mineiro e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) pesa favorável a uma futura aproximação, mas a aliança ainda não está fechada.

Informações de bastidores indicam que alguns deputados do PL não se mostram muito entusiasmados com uma adesão imediata à base governista de Cleitinho.

Aliado de primeira hora do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o deputado estadual eleito Pablo Almeida (PL) vem se manifestando, em entrevistas, favorável a uma posição de independência da legenda bolsonarista. Ele pontua que apoiará o que for melhor para a população, mas não garantiu que irá integrar a base.

Mesmo que haja apoio integral dos parlamentares do PL, Cleitinho precisará amealhar ainda algumas outras alianças para alcançar mais 12 votos e chegar à maioria de 39. Legendas como PSD (9), PP (5), União Brasil (3), PRD (3), Avante (2) e Novo (2) também podem acabar integrando a base governista.






