O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou nesta quarta-feira (14) apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorreu antes do segundo turno da eleição presidencial brasileira, marcado para 25 de outubro.
Em uma publicação na rede social X, Sánchez destacou a atuação de Lula na defesa da democracia, no combate às desigualdades e na ampliação dos direitos sociais.
"Lula representa um Brasil que luta contra a injustiça e a desigualdade, que amplia direitos e que defende a democracia frente ao autoritarismo", afirmou Sánchez na plataforma.
O primeiro-ministro espanhol também defendeu a continuidade do projeto político liderado pelo presidente brasileiro. "Esse Brasil merece seguir avançando rumo a um futuro de esperança e progresso", escreveu. "Por isso, todo o nosso apoio a Lula", finalizou.
O programa de governo de Lula está organizado em 13 áreas estratégicas. Entre as prioridades estão a expansão da atividade econômica, a criação de empregos, a valorização dos salários, o fortalecimento dos serviços públicos e o enfrentamento das desigualdades sociais.
A proposta prevê investimentos em educação e saúde, ações de combate à criminalidade, proteção ambiental e medidas destinadas a ampliar a autonomia do Brasil. O objetivo apresentado é aprofundar iniciativas do atual mandato e promover mudanças na estrutura econômica e social do país.
O plano também inclui o aperfeiçoamento das instituições democráticas, o aumento da participação popular e a modernização da administração pública. Na área social, estão previstas políticas de distribuição de renda, acesso à moradia, melhoria das cidades e ampliação dos serviços essenciais.
Outras diretrizes envolvem o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a qualificação do ensino, o incentivo à cultura e ao esporte, a integração da segurança pública e a modernização das atividades industrial e agrícola. O documento ainda trata de transformação digital, abastecimento alimentar, diversificação energética, redução das emissões de carbono, proteção dos recursos naturais, garantia de direitos trabalhistas e fortalecimento da presença brasileira no cenário internacional.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL), candidato da extrema direita, recebeu 56 milhões de votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53 milhões, ou 45,16%. Também foram registrados 2.300.781 votos brancos, correspondentes a 1,84%, e 3.674.149 votos nulos, equivalentes a 2,93%. O total informado foi de 125.272.513 votos válidos.





