O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisará os registros de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo) e Dr. Furlan (PSD). Os três participaram das eleições de domingo (4/10) com questionamentos ainda pendentes na Justiça Eleitoral.

No Rio de Janeiro, Garotinho concorreu ao governo estadual apesar de o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) ter indeferido seu registro. Como a decisão foi contestada, uma ordem do TSE permitiu que ele permanecesse na disputa.
Os votos recebidos por Garotinho foram registrados inicialmente como "anulados sub judice". Se forem anulados de forma definitiva, Douglas Ruas (PL) será eleito governador. Caso sejam validados, Ruas disputará o segundo turno contra Eduardo Paes (PSD).
No Paraná, Deltan Dallagnol chegou às urnas após uma mudança judicial. O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia indeferido o registro depois de recursos contra a candidatura ao Senado.
No domingo, o ministro Kassio Nunes Marques suspendeu a decisão e manteve Dallagnol na disputa até a análise definitiva do caso pelo tribunal. O ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato foi eleito senador pelo Paraná.
No Amapá, Dr. Furlan foi eleito governador no primeiro turno com 281.595 votos, equivalentes a 62,75% dos votos válidos. Seu registro, porém, ainda é alvo de recurso no TSE.

O processo envolvendo Furlan questiona sua renúncia ao cargo de prefeito de Macapá para concorrer ao governo estadual. A validade de sua candidatura dependerá da decisão final da Justiça Eleitoral.
O plenário do TSE reúne-se nesta terça-feira (6/10) e tem outras seis sessões previstas para outubro, nos dias 8, 13, 15, 20, 22 e 27. O calendário permite que os processos avancem antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
