TSE reúne campanhas após choque de decisões
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TSE reúne campanhas após choque de decisões

Kassio Nunes Marques marcou encontro com as equipes de Lula e Flávio Bolsonaro após uma série de disputas na Justiça Eleitoral.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, marcou uma reunião com as equipes de campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição.

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O encontro está previsto para esta terça-feira, 13 de outubro, às 15h30. A reunião ocorre depois de ações apresentadas pelas duas campanhas na Justiça Eleitoral e às vésperas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A iniciativa busca preservar a serenidade na reta final da disputa presidencial, em meio a decisões divergentes dentro do próprio TSE.

Também existe a expectativa de que Kassio trate da situação do canal de WhatsApp "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones, da Rede de Minas Gerais. O canal reúne cerca de 3,7 milhões de seguidores.

Kassio determinou inicialmente a desativação do canal, impedindo a entrada de novos integrantes e o envio de mensagens. Depois, o corregedor-geral do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu essa decisão e restabeleceu o funcionamento do meio de comunicação.

O caso ainda aguarda uma decisão de Nunes Marques sobre sua inclusão na pauta do plenário da Corte.

Na segunda-feira, 12 de outubro, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE informou que não identificou notícias falsas específicas no canal "Exército do Lula". A análise foi feita a pedido do presidente do Tribunal.

Apesar disso, a área técnica apontou riscos e mencionou "evidências de atuação coordenada e centralizada para inflar conteúdos digitais".

O parecer também registrou que parte do material publicado em setembro foi apagada antes da checagem pública. Os vídeos associados às publicações não puderam ser totalmente transcritos devido à urgência da consulta.

O processo começou após a campanha de Flávio Bolsonaro pedir ao TSE a derrubada do canal administrado por Janones.

Cueva determinou que Lula, Janones e Geraldo Alckmin apresentassem defesa em cinco dias. O ministro também deu prazo de 72 horas para a campanha de Flávio detalhar as irregularidades alegadas.

Antes que essas explicações fossem apresentadas, Kassio suspendeu o canal. Cueva posteriormente derrubou a medida e afirmou que o caso deveria ser analisado pelo plenário do TSE.

O "Exército do Lula" foi criado após o primeiro turno das eleições, quando Flávio Bolsonaro apareceu à frente de Lula, em resultado diferente do indicado pelas pesquisas.

Lula pediu publicamente que seus apoiadores seguissem o canal, usado por Janones para divulgar orientações, notícias e páginas de redes sociais ligadas à militância. Em resposta, o deputado Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, criou o canal "Tropa do Flávio" em apoio ao candidato do partido.

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