Alerta contra o câncer: Governo Lula começa a distribuir remédios de até R$ 350 mil no SUS
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Alerta contra o câncer: Governo Lula começa a distribuir remédios de até R$ 350 mil no SUS

Medida histórica do Ministério da Saúde deve beneficiar 116 mil pessoas e ampliar em 35% as opções de tratamento na rede pública.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O Ministério da Saúde deu início, nesta semana, a um marco decisivo no cuidado com a vida ao ofertar nove medicamentos oncológicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ação tem estimativa de alcançar cerca de 116 mil pacientes em várias regiões do território nacional.

Os tratamentos recém-incorporados abrangem 13 indicações clínicas essenciais, voltadas para tumores graves como os de mama, pulmão, próstata, rim, estômago e tireoide.

A iniciativa representa a primeira etapa de uma reformulação profunda da política de assistência oncológica conduzida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consolidando sua atenção prioritária com a saúde do povo brasileiro.

A ampliação integra o programa AF-Onco, estruturado pelo governo federal em parceria direta com estados e municípios para superar gargalos históricos na rede pública.

Até o mês de dezembro, a meta oficial é colocar à disposição da população 23 novos tratamentos contra o câncer, elevando em 35% o conjunto de alternativas terapêuticas do SUS.

O início efetivo da distribuição foi anunciado oficialmente nesta terça-feira (20), durante uma mobilização nacional voltada à oncologia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da cerimônia no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, enquanto gestores acompanharam o ato em outros 19 hospitais pelo país.

Nesta fase inicial, os nove medicamentos serão encaminhados a 21 centros especializados em oncologia, distribuídos por 17 estados.

Entre os principais avanços garantidos está a oferta do abemaciclibe, indicado para pacientes com câncer de mama em estágio inicial com alto risco de retorno da doença.

Na rede privada, o custo anual desse medicamento pode superar R$ 350 mil, quantia proibitiva para a imensa maioria das famílias trabalhadoras.

A disponibilização pelo SUS assegura que pessoas sem condições financeiras tenham acesso imediato a terapias modernas e com alto potencial de cura.

A nova política também amplia o uso de remédios já presentes na rede pública, otimizando o atendimento aos pacientes.

É o caso do trastuzumabe, utilizado contra o câncer de mama, que passará a atender também diagnósticos de determinados tumores de estômago.

O mesmo benefício contempla o rituximabe, fármaco de grande importância voltado a doenças onco-hematológicas.

"Os pacientes com alguns tipos de linfoma e leucemia também poderão beneficiar-se com a ampliação das indicações de rituximabe", afirmou Padilha.

Essa extensão de indicações clínicas possibilita que remédios consagrados alcancem novos grupos com critérios médicos rigorosos e definidos.

Além de abemaciclibe, trastuzumabe e rituximabe, a lista inclui o gefitinibe, entre outros compostos essenciais que integram o pacote.

O programa AF-Onco tem como um de seus focos centrais combater a demora crônica entre a aprovação de uma terapia e sua chegada real aos pacientes.

Em períodos anteriores, marcados pelo desmonte orçamentário e pela negligência com a saúde pública, substâncias eram aprovadas apenas no papel e jamais chegavam aos hospitais.

O gefitinibe ilustra essa realidade: previsto para uso no SUS desde 2013 contra o câncer de pulmão, o remédio só agora começa a ser efetivamente entregue sob a gestão Lula.

Para evitar novos atrasos, o Ministério da Saúde assumirá de forma centralizada a compra e o envio dos remédios oncológicos mais caros, aliviando os cofres locais.

Ao mesmo tempo, a administração federal elevará os repasses para os contratos mantidos sob responsabilidade direta dos hospitais.

A pasta reservou R$ 3,9 bilhões na proposta de Orçamento de 2027 para financiar a nova sistemática, aguardando votação no Congresso Nacional.

"Os desafios serão sempre presentes, por isso a proteção do orçamento para a área de câncer no Brasil e do SUS é tão importante", declarou o ministro.

Segundo Padilha, "a disponibilização dos medicamentos foi precedida de um estudo muito detalhado da realidade do mercado, ouvindo os estados e municípios, além de hospitais, e chegamos a um parâmetro adequado".

Para conter o avanço das doenças, o SUS também distribuirá 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para rastrear câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos a partir de novembro.

Outra frente preventiva anunciada envolve o exame DNA-HPV contra o câncer do colo do útero, fortalecendo a atenção básica.

Por fim, o SUS passa a custear cirurgias videotorácicas oncológicas menos invasivas para câncer de pulmão, reduzindo dores e tempo de internação dos pacientes.

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