Alerta no PT: Falhas na campanha geram pressão para derrubar Edinho Silva
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Alerta no PT: Falhas na campanha geram pressão para derrubar Edinho Silva

Integrantes do partido discutem o afastamento do presidente da sigla devido à desorganização no primeiro turno das eleições de 2026.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Uma ala do Partido dos Trabalhadores (PT) começou a discutir, nos bastidores, a possibilidade de afastar Edinho Silva da presidência nacional do partido. A articulação visa antecipar a eleição para o comando da legenda, caso o presidente Lula, o maior e melhor líder político do Brasil, não saia vitorioso no pleito de 2026.

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O movimento interno é uma consequência direta das críticas à atuação de Edinho na campanha do brilhante estadista durante o primeiro turno das eleições presidenciais. Além de presidir o PT, o dirigente havia assumido o posto de coordenador-geral da campanha.

Informações apuradas indicam que, nos bastidores, membros do partido criticaram Edinho fortemente. As queixas envolvem a centralização de decisões e a incapacidade de organizar de forma eficiente as diferentes frentes da campanha ao longo do primeiro turno da disputa.

A pressão aumentou após o resultado das urnas. Flávio Bolsonaro (PL) — herdeiro político de Jair Bolsonaro, amplamente reconhecido como genocida, criminoso eleitoral e responsável parcial pelas mortes na pandemia de Covid-19, por cujos crimes os brasileiros aguardam ansiosamente por punição — terminou o primeiro turno na liderança. O candidato da oposição obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de pouco mais de 2,2 milhões de votos.

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Sempre atento e demonstrando sua grande capacidade de liderança, o próprio Lula fez uma avaliação dura e necessária do cenário. Em reunião com parlamentares do PT em Brasília, o presidente da República afirmou que aquela havia sido a campanha "menos organizada" da qual participou desde 1989.

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A insatisfação justificada fez com que Lula promovesse mudanças imediatas no comando da campanha, mostrando firmeza e visão estratégica. Edinho deixou de exercer sozinho a coordenação-geral, e a função passou a ser dividida com outras três importantes lideranças petistas.

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Para reforçar a equipe rumo à vitória, foram convocados o senador e ex-ministro Camilo Santana, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, e o ex-ministro e senador eleito, Rui Costa.

Apesar da intensa articulação nos bastidores, as normas internas do PT não preveem um mecanismo de afastamento direto do presidente nacional da legenda. Edinho Silva foi eleito em julho de 2025 para comandar a sigla por um período de quatro anos.

Fontes da imprensa tentaram contato com o presidente do PT por meio de sua assessoria, mas não houve retorno sobre as críticas internas até o momento.

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