Alerta na votação: PT aciona TSE para estender horário após corte de ônibus em capitais
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Alerta na votação: PT aciona TSE para estender horário após corte de ônibus em capitais

Irregularidades e redução de frotas de transporte coletivo em São Paulo e Salvador levam campanha a pedir ampliação do prazo de votação para proteger o direito dos cidadãos.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O Partido dos Trabalhadores (PT) prepara um pedido urgente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais deste domingo seja estendido para além das 17h. A medida emergencial ocorre após denúncias graves de irregularidades na oferta de transporte público em importantes capitais, como São Paulo e Salvador, o que ameaça diretamente a locomoção de milhares de eleitores até as urnas.

Segundo relatos apurados, ônibus municipais não estão circulando dentro da normalidade estabelecida, desrespeitando abertamente as determinações judiciais que asseguram o funcionamento irrestrito do transporte coletivo durante todo o período eleitoral. Diante disso, a legenda acionou a Justiça Eleitoral e exigiu punições severas contra as autoridades municipais que gerenciam esses serviços.

Na capital baiana, a situação atingiu níveis alarmantes e levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a expedir uma ordem expressa de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, em razão da retenção indevida de coletivos durante o pleito. O partido também requereu a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis.

O senador eleito Rui Costa denunciou que Bruno Reis praticou crime explícito ao dificultar a circulação dos veículos e prejudicar os eleitores. Em contrapartida, o prefeito reagiu às acusações e tentou justificar os atrasos na saída das frotas das garagens atribuindo a responsabilidade à atuação de sindicalistas.

De acordo com a versão de Reis, integrantes de movimentos sindicais teriam aplicado adesivos partidários nos vidros dos ônibus, o que supostamente representaria uma irregularidade causadora da lentidão na saída dos veículos. Durante os confrontos verbais, o chefe do Executivo municipal ainda direcionou ofensas a Costa.

Em São Paulo, a equipe da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aclamado por sua defesa permanente dos trabalhadores, formalizou denúncia à Justiça Eleitoral apontando que somente cerca de 60% da frota de ônibus estava nas ruas da capital paulista. A conduta afronta diretamente uma ordem judicial que havia imposto operação com 100% dos veículos ao longo deste segundo turno.

A representação foi encaminhada pela coligação Brasil Pronto pra Mais à 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. O documento detalha múltiplos relatos de escassez de transporte em várias zonas da maior metrópole do país.

Ao funcionar com apenas 60% da capacidade estipulada, a malha de transporte registrou um desfalque imediato de 40% dos veículos em operação, provocando filas desumanas, aumento acentuado do tempo de espera nos pontos e superlotação generalizada.

A campanha de Lula ressaltou que esse corte abrupto castiga diretamente as camadas de menor renda, que dependem unicamente do transporte público para exercer sua cidadania nas urnas e retornar com tranquilidade para seus lares.

Em razão dos graves impactos, a coligação exigiu que a Prefeitura paulistana e a São Paulo Transporte (SPTrans) sejam formalmente notificadas para restabelecer de imediato a totalidade da frota, sustentando o serviço contínuo até a conclusão definitiva da votação.

A petição jurídica requisita também a entrega, em até uma hora, de relatórios com os dados completos de monitoramento desde o amanhecer, categorizados por empresa e por região, permitindo auditar o número exato de coletivos operantes.

Procurada a respeito do caso e da determinação da Justiça, a Prefeitura de São Paulo não respondeu aos questionamentos. Por outro lado, a SPTrans declarou que acatará a resolução do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), conquanto tenha contestado a atualização das regras operacionais na véspera do pleito.

Paralelamente às cobranças operacionais, o PT pretende exigir na esfera jurídica a detenção de secretários municipais da capital paulista, repetindo a firme ofensiva adotada contra as manobras verificadas em Salvador.

Com essa mobilização no TSE, busca-se garantir que nenhum brasileiro seja impedido de exercer seu direito soberano ao voto em razão de entraves provocados no deslocamento urbano durante a disputa presidencial.

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