PL apoia 5 X 2, mas mira modelo sem férias e salário mínimo
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PL apoia 5 X 2, mas mira modelo sem férias e salário mínimo

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Partido votará pelo fim da escala 6 X 1 no Senado, mas pretende defender em 2027 uma proposta de pagamento por hora sem direitos previstos na CLT.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta 4ª feira (14.out.2026) que os senadores do partido apoiarão a proposta que acaba com a escala 6 X 1. A sigla, porém, pretende defender em 2027 a aprovação da chamada PEC das Horas Trabalhadas.

A proposta alternativa estabelece remuneração proporcional ao tempo de serviço. Segundo o deputado, o texto não terá previsão de férias, salário mínimo ou outros direitos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

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"Queremos a PEC como alternativa. O que o trabalhador escolher. Não pode ser engessado. Na nossa mentalidade, a melhor relação é horas trabalhadas e recebidas. Somos a favor de votar igual foi na Câmara", disse o líder da bancada.

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Sóstenes afirmou que a emenda não será incluída na votação atual: "Isso não é discussão para agora. Nossa proposta é dar liberdade, sem ser uma base de mínimo. Hoje é reduzir. Vamos votar a favor igual votamos na Câmara. Acho que ninguém vai votar contra. Vão todos votar a favor".

O deputado declarou ainda que o partido não pretende abandonar o projeto alternativo: "Revisão não, queremos ampliar as opções. Essa outra PEC não é CLT. Essa outra PEC é opcional ao trabalhador se ele quiser outra modalidade".

Na votação realizada na Câmara dos Deputados, 81 dos 97 parlamentares do PL apoiaram a proposta de redução da jornada. Outros 9 votaram contra e 7 não participaram da sessão.

A bancada do PL costuma criticar a redução da jornada de trabalho. A mudança de postura do partido durante a votação na Câmara provocou críticas de governistas.

No Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, criticou inicialmente a PEC e defendeu o pagamento por hora trabalhada, sob o argumento de que a legislação precisa ser modernizada. Depois, mudou de posição e anunciou que votará a favor da redução da jornada nesta 4ª feira.

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