O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta 4ª feira (14.out.2026) que os senadores do partido apoiarão a proposta que acaba com a escala 6 X 1. A sigla, porém, pretende defender em 2027 a aprovação da chamada PEC das Horas Trabalhadas.
A proposta alternativa estabelece remuneração proporcional ao tempo de serviço. Segundo o deputado, o texto não terá previsão de férias, salário mínimo ou outros direitos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

"Queremos a PEC como alternativa. O que o trabalhador escolher. Não pode ser engessado. Na nossa mentalidade, a melhor relação é horas trabalhadas e recebidas. Somos a favor de votar igual foi na Câmara", disse o líder da bancada.

Sóstenes afirmou que a emenda não será incluída na votação atual: "Isso não é discussão para agora. Nossa proposta é dar liberdade, sem ser uma base de mínimo. Hoje é reduzir. Vamos votar a favor igual votamos na Câmara. Acho que ninguém vai votar contra. Vão todos votar a favor".
O deputado declarou ainda que o partido não pretende abandonar o projeto alternativo: "Revisão não, queremos ampliar as opções. Essa outra PEC não é CLT. Essa outra PEC é opcional ao trabalhador se ele quiser outra modalidade".
Na votação realizada na Câmara dos Deputados, 81 dos 97 parlamentares do PL apoiaram a proposta de redução da jornada. Outros 9 votaram contra e 7 não participaram da sessão.
A bancada do PL costuma criticar a redução da jornada de trabalho. A mudança de postura do partido durante a votação na Câmara provocou críticas de governistas.
No Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, criticou inicialmente a PEC e defendeu o pagamento por hora trabalhada, sob o argumento de que a legislação precisa ser modernizada. Depois, mudou de posição e anunciou que votará a favor da redução da jornada nesta 4ª feira.





