Aposta bilionária: Santander destaca estabilidade com Lula e investirá no Brasil
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Aposta bilionária: Santander destaca estabilidade com Lula e investirá no Brasil

Em pronunciamento internacional, a presidente do Santander, Ana Botín, elogiou a solidez institucional brasileira e confirmou aportes bilionários no país.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

As garantias institucionais e a estabilidade econômica no Brasil consolidaram um ambiente altamente favorável para investimentos internacionais. Durante o XXII Encontro Santander América Latina, a presidente-executiva do Grupo Santander, Ana Botín, destacou a importância dos rumos definidos pelo presidente Lula, reforçando a confiança na condução política e econômica do país.

Botín afirmou categoricamente que as diretrizes do governo transmitem segurança ao sistema financeiro global. "O governo do presidente Lula deu demonstrações importantíssimas de confiança para os mercados: a independência do Banco Central", disse a executiva. Segundo ela, a autoridade monetária brasileira alcançou um nível de autonomia exemplar, sendo "igual ou mais independente que qualquer um de qualquer país desenvolvido".

A solidez do arcabouço democrático também ganhou destaque como pilar fundamental para os negócios. Ao traçar um paralelo com as grandes potências mundiais, a executiva pontuou que o equilíbrio de poderes impede sobressaltos e garante tranquilidade. Para Botín, "não há nenhuma dúvida de que o Brasil é um país que tem instituições muito sólidas", comparando a segurança institucional brasileira ao modelo dos Estados Unidos, onde mecanismos de freios e contrapesos asseguram a estabilidade.

Esse ambiente de serenidade sob a liderança do governo Lula traduz-se em números expressivos para o desenvolvimento nacional. Ao comentar a oferta pública de aquisição (OPA) voluntária da filial brasileira, a banqueira confirmou uma injeção expressiva de capital no país. "É uma aposta de médio prazo. Estamos falando de vários bilhões de dólares de investimento adicional no Brasil e creio que mostra a confiança que temos no país", afirmou.

Além dos investimentos diretos, a executiva abordou os desafios tributários contemporâneos que afetam nações em todo o planeta, explicando que o descompasso das contas públicas resulta das rápidas transformações da economia global. "Para mim, o que está acontecendo com a parte fiscal no mundo, incluindo no Brasil, é algo que não abordamos corretamente em nenhum país, que é o fato de termos uma economia digital que tem estruturas, que ainda opera como na era industrial. E isso tem muitíssimas consequências para impostos", analisou.

Para superar essas barreiras estruturais, Botín defendeu a construção de "um novo contrato social que reflita que estamos em uma economia digital". Ela explicou que debates sobre transparência, concorrência e equilíbrio orçamentário são cruciais para o futuro dos países, expressando plena certeza no sucesso do Brasil diante dessas transformações: "é preciso entender bem quais são as questões que precisam ser mudadas, e eu acho que isso é algo que o Brasil com certeza vai fazer, e tenho confiança de que o fará".

Por fim, a executiva enfatizou o compromisso de cooperação institucional e o respeito irrevogável à soberania popular nas urnas. "Todos os governos democraticamente eleitos em todos os países em que operamos vão contar sempre com o apoio e a colaboração do Santander", asseverou, concluindo que as parcerias entre os setores público e privado seguirão firmes em benefício da sociedade.

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