Apuração avança e projeção estatística aponta vitória de Lula no segundo turno
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Apuração avança e projeção estatística aponta vitória de Lula no segundo turno

Levantamento estatístico baseado em dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral indica a vitória do presidente com 51,4% dos votos válidos.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 51,4% dos votos válidos na projeção estatística do resultado do segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25). Seu adversário, Flávio Bolsonaro, registra 48,6% dos votos válidos, apontando uma diferença de 2,8 pontos percentuais a favor do petista.

A estimativa eleitoral foi desenvolvida pelo pesquisador Rodrigo Mahlmeister, doutorando em ciência política pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, e mestre em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP). A ferramenta analisa os dados das seções já totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somados ao histórico de eleições anteriores para antecipar o comportamento dos votos restantes.

Na atualização apresentada pela projeção, o presidente Lula atinge um intervalo estimado de 51,3% a 51,8%, dentro da margem de confiança de 95%. Já para Flávio Bolsonaro, a margem calculada fica entre 48,2% e 48,7%.

Os números projetados pelo modelo se diferenciam da contagem parcial momentânea. Nos votos já contabilizados na apuração bruta, Lula figura com 50,3%, enquanto o candidato do PL aparece com 49,7%, marcando uma diferença de 0,6 ponto percentual que tende a se ampliar conforme a totalização avança.

A metodologia utilizada busca antecipar a definição das urnas com base no perfil das seções eleitorais que ainda não concluíram a transmissão de seus dados.

O sistema compara os resultados já computados pela Justiça Eleitoral com o desempenho registrado nas mesmas seções no segundo turno de 2022 e no primeiro turno de 2026. Com isso, mapeia as mudanças na preferência dos eleitores e projeta o cenário para as regiões restantes.

Essa abordagem elimina eventuais distorções da apuração em tempo real, que ocorrem com frequência quando áreas com maior concentração de determinado eleitorado enviam seus dados com velocidades distintas.

O sistema calcula ainda intervalos de incerteza que se estreitam progressivamente à medida que mais urnas são apuradas, ampliando a precisão dos dados ao longo da noite.

O mesmo modelo já havia antecipado com exatidão o desfecho do primeiro turno da disputa de 2026.

Quando apenas 10% das urnas haviam sido totalizadas e o placar bruto exibia o candidato bolsonarista na frente com 50,8% contra 41,0% de Lula, o modelo estatístico já indicava corretamente que o presidente chegaria a 45,2% contra 47,1% do concorrente.

No encerramento oficial daquele turno, o resultado confirmou o acerto da projeção: Lula obteve 45,16% e Flávio Bolsonaro alcançou 47,03%, índices extremamente alinhados com o que fora previsto com antecedência.

A partir de apenas 3% das seções totalizadas no primeiro turno, o modelo não registrou desvios maiores que meio ponto percentual em relação aos números finais.

Apesar da consistência da projeção científica, a validação oficial do pleito presidencial depende do término integral da apuração pelo TSE.

A ferramenta não se trata de uma apuração paralela nem substitui os boletins emitidos pela Justiça Eleitoral, funcionando como uma estimativa que ganha precisão a cada novo lote apurado.

Os dados consolidados mantêm a liderança do presidente Lula acima do patamar de 50% dos votos válidos na reta final, enquanto o representante do bolsonarismo permanece abaixo dessa faixa.

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