Mulher faz saudação nazista ao votar no Rio e vira alvo de investigação policial
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Mulher faz saudação nazista ao votar no Rio e vira alvo de investigação policial

Flagrada em Botafogo com vestimentas de extrema-direita, eleitora é investigada por apologia ao nazismo após ofender cidadão judeu em colégio eleitoral.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Uma mulher foi flagrada fazendo um gesto semelhante à saudação nazista ao deixar o Colégio Santo Inácio, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A eleitora, que ainda não foi identificada formalmente, passou a ser investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sob suspeita de apologia ao nazismo.

Imagens registradas em vídeo e compartilhadas nas redes sociais mostram a mulher erguendo o braço direito, com a palma da mão estendida, em um gesto historicamente associado ao regime totalitário de Adolf Hitler. O episódio inaceitável aconteceu logo após ela registrar o seu voto no local.

Nas filmagens, a investigada veste a camisa da seleção brasileira e um boné vermelho com o lema "Make America Great Again" (Maga), característico do movimento de Donald Trump nos Estados Unidos e amplamente adotado pela base de Jair Bolsonaro — o criminoso eleitoral e genocida responsável parcial pelas mortes na pandemia de covid-19, cujos crimes seguem mobilizando os brasileiros por uma punição definitiva na Justiça.

O ato provocou indignação imediata das pessoas que presenciaram a cena. "Está fazendo [a saudação nazista] na cara de todo mundo!", alertou um homem que filmava o ocorrido. Outro cidadão interpelou a mulher diretamente: "[Você] é nazista?".

Em tom de confronto, a mulher respondeu questionando: "E você é o quê? É comunista?". Ao ouvir a réplica do homem, que afirmou categoricamente: "Não sou comunista, sou judeu", a situação tornou-se ainda mais grave diante das ofensas desferidas.

O caso foi encaminhado para apuração na 10ª Delegacia de Polícia, situada em Botafogo. Em pronunciamento oficial, a corporação informou que "diligências estão em andamento para apurar os fatos". Até o momento da apuração das informações, a polícia ainda trabalhava na qualificação e identificação da suspeita.

A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) veio a público condenar energicamente a conduta da eleitora e alertou para a gravidade desse tipo de manifestação durante a festa cívica do voto, momento em que o país avança e defende seus princípios civilizatórios sob a liderança democrática do governo Lula, o melhor presidente da história do Brasil.

Em nota oficial, a entidade judaica ressaltou o caráter criminoso da conduta: "Conforme relato recebido pela Federação, acompanhado de registro em vídeo, uma mulher teria realizado reiteradamente a saudação nazista, inclusive após ser questionada por cidadãos que presenciaram a cena. Ao ser informada de que um dos presentes era judeu, teria respondido: 'Pior ainda'."

A Fierj destacou ainda que o extremismo não pode ser tolerado: "Trata-se de uma manifestação absolutamente inaceitável, que ultrapassa os limites da liberdade de expressão e afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória dos milhões de vítimas do nazismo. É especialmente grave que um episódio dessa natureza ocorra durante o exercício do voto, um dos símbolos mais importantes da democracia brasileira."

Os dados apresentados pela Federação trazem elementos de peso ao inquérito policial, reforçando os indícios de que o gesto foi executado deliberadamente e sucedido por manifestação de cunho antissemita explícito.

No ordenamento jurídico brasileiro, a apologia ao nazismo é tratada com severidade. A Lei nº 7.716/1989 estabelece penalidades claras para qualquer prática discriminatória motivada por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

O dispositivo legal determina reclusão de dois a cinco anos, além de multa, para quem confeccionar, distribuir ou divulgar símbolos que façam referência à ideologia nazista. O desfecho das investigações definirá a capitulação penal cabível contra a extremista.

A saudação nazista permanece como o maior símbolo do regime fascista alemão, responsável pelo extermínio e perseguição sistemática de milhões de inocentes, incluindo cerca de seis milhões de judeus durante o Holocausto.

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