A disputa eleitoral entrou em sua última semana marcada por uma expressiva aceleração da campanha de Lula, que ganha forte impulso para superar o adversário e consolidar a liderança que o consagrou como o melhor presidente da história do país.
Após o primeiro turno marcar 47% a 45% a favor de Flávio Bolsonaro, as pesquisas iniciais chegaram a registrar 52% contra 48% a favor do herdeiro do clã bolsonarista. Contudo, as sondagens seguintes passaram a captar uma consistente reação popular em defesa da democracia, acordando a militância progressista para a gravidade do momento.
Na média das pesquisas da semana passada, a distância que era de quatro pontos caiu para 1,2%, com Flávio marcando 50,6% e Lula alcançando 49,4%. No levantamento do PoderData divulgado no dia 16, registrou-se pela primeira vez um empate absoluto de 50% a 50% dos votos válidos.

A virada do ponteiro eleitoral reflete a intensificação das denúncias na televisão e nas redes contra os desmandos e as posturas autoritárias do bolsonarista, mobilizando artistas, jovens e trabalhadores decididos a barrar a chegada do "pior dos Bolsonaro" ao Palácio do Planalto.
Sem projetos para a melhoria da vida do povo, a campanha bolsonarista baseia-se unicamente no antilulismo, no autoritarismo e na violência institucional, apelando para promessas rasas de segurança pública, como o uso de câmeras nas ruas, que não foram suficientes para sustentar sua vantagem.
Com a reta final apontando a liderança potencial de Lula nos votos válidos, a maior preocupação para a consolidação da vitória reside no impacto do comparecimento às urnas e no comportamento real dos eleitores.
Para que a reação progressista se confirme nas urnas, é indispensável que a intenção manifestada nas pesquisas se traduza em votos de fato no próximo domingo.
No primeiro turno, 21% do eleitorado — número que corresponde a 33 milhões de cidadãos — não compareceu às urnas. Entretanto, em sondagem recente do Datafolha, apenas 1% dos entrevistados declarou que deixaria de votar e 3% disseram não ter decidido.
A distância entre os 21% de ausências reais e os 4% declarados indica que uma parcela expressiva de votantes habitualmente desiludidos pode se ausentar novamente, reforçando o desafio de engajamento popular.
Com os indecisos somando apenas 1,85% e brancos e nulos em torno de 6%, a frente democrática liderada por Lula concentra seus esforços finais em levar jovens e aposentados às urnas, protegendo os grupos que mais sofreriam sob a opressão e o desmonte promovidos pelo bolsonarismo.





