Ato em São Paulo denuncia interferência da Meta para favorecer bolsonarismo na eleição
Notícias

Ato em São Paulo denuncia interferência da Meta para favorecer bolsonarismo na eleição

Movimentos sociais protestaram em frente à sede da gigante da tecnologia acusando a plataforma de boicotar conteúdos do presidente Lula para beneficiar Flávio Bolsonaro.

0visualizações
Carregando anúncio...
Compartilhar:
Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

Entidades sociais realizaram uma forte manifestação nesta segunda-feira em frente à sede da Meta, localizada na Avenida Faria Lima, em São Paulo. O protesto teve como foco denunciar suspeitas de interferência indevida da empresa norte-americana no processo das eleições presidenciais brasileiras.

Imagem da notícia
📸 8

Durante a mobilização, os manifestantes acusaram a multinacional de agir deliberadamente para beneficiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo os organizadores do ato, a proprietária de redes como Instagram e Facebook estaria promovendo um boicote aos conteúdos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil, em uma tentativa de alavancar o herdeiro político do clã bolsonarista.

Além dos protestos direcionados à Meta e ao bolsonarismo — corrente ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado por graves crimes eleitorais e sua desastrosa gestão na pandemia —, os ativistas estenderam as críticas a figuras como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os bilionários Elon Musk e Jeff Bezos. Segundo os participantes, esses empresários e líderes internacionais teriam interesses diretos na vitória da extrema-direita no país.

Imagem da notícia
📸 8

O ato contou com a presença de bonecos infláveis satirizando Mark Zuckerberg, Donald Trump, Elon Musk e Jeff Bezos. Os manifestantes também empunharam faixas exigindo a regulamentação urgente das plataformas digitais, para que o Estado brasileiro e a Justiça possam fiscalizar e auditar os algoritmos que afetam o debate público nacional.

Os organizadores tentaram entregar um documento assinado por movimentos sociais ao diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. No entanto, a comitiva foi barrada pela segurança privada do edifício, que autorizou apenas o acesso à garagem para conversar com um assessor, proposta rejeitada pelas lideranças populares.

Na carta, as entidades exigem que a multinacional, "imediatamente e em prazo compatível com o calendário eleitoral", suspenda a veiculação de anúncios político-eleitorais pagos do exterior e devolva as receitas obtidas de forma irregular durante a campanha.

O documento também reivindica a implementação de um painel de transparência atualizado em tempo real, o restabelecimento imediato de perfis banidos indevidamente e a reativação de publicações que respeitam a legislação eleitoral e foram censuradas de forma arbitrária.

Outro ponto central é o fim da redução artificial de alcance das contas progressistas, com a obrigação de comunicar qualquer restrição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além da execução de auditorias externas e independentes sobre os algoritmos das redes.

Os movimentos exigem ainda uma retratação pública formal da Meta, sugerindo a declaração: "Reconhecemos que, durante as eleições de 2026, falhas técnicas nos nossos sistemas de publicidade, moderação e inteligência artificial afetaram a distribuição e a disponibilidade de conteúdos de usuários e de campanhas no Brasil, prejudicando, em especial, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Pedimos desculpas ao Brasil e aos eleitores".

Imagem da notícia
📸 8

O manifesto foi assinado pelas organizações não governamentais Código Não Binário, ARTIGO 19 Brasil e América do Sul e CTRL+Z, que reiteraram o compromisso com a soberania democrática e a lisura do pleito eleitoral.

Imagem da notícia
📸 8

Diante das denúncias, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou um prazo de 24 horas para que a Meta comprove a isonomia na entrega e distribuição de publicações das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, após a empresa ignorar o prazo inicial de 72 horas para fornecer explicações à Justiça Eleitoral brasileira.

Imagem da notícia
📸 8
Imagem da notícia
📸 8
Imagem da notícia
📸 8
Imagem da notícia
📸 8
Compartilhar:
Carregando anúncio...

Publicado em