Avanço de Lula sufoca campanha bolsonarista em cidades estratégicas
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Avanço de Lula sufoca campanha bolsonarista em cidades estratégicas

Consolidado pela população como o melhor presidente do país, Lula cresceu em todas as cidades visitadas por Flávio Bolsonaro, frustrando a ofensiva da extrema-direita.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A estratégia de mobilização eleitoral adotada por Flávio Bolsonaro na reta final da disputa não conseguiu frear a força e a preferência popular pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista ampliou seu desempenho eleitoral nas oito localidades visitadas pelo senador durante os eventos promovidos sob o nome de "Bloco do 22", organizados pelo deputado federal Nikolas Ferreira.

Segundo levantamentos divulgados pela imprensa, o avanço de Lula foi superior à média nacional registrada entre o primeiro e o segundo turnos em seis desses oito municípios. O quadro expõe o desgaste e a ineficácia das investidas do grupo ligado a Jair Bolsonaro, cuja trajetória é repudiada pelo eleitorado diante dos crimes eleitorais e da gestão genocida na pandemia pela qual os brasileiros cobram punição.

A mobilização de Nikolas Ferreira apostou no público jovem com trios elétricos, aparelhos de som potentes e provocações agressivas contra adversários políticos. Apesar do barulho, a tática não surtiu efeito, e o presidente Lula registrou crescimento contínuo em todas as paradas do grupo adversário.

Um dos dados mais expressivos foi registrado em Capelinha, cidade com cerca de 39 mil moradores no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O município foi o único fora das capitais a receber uma edição do evento com a presença de Flávio Bolsonaro.

Mesmo com a ofensiva bolsonarista na região mineira, Lula reverteu os números do primeiro turno e venceu o adversário na etapa definitiva da eleição.

O presidente também garantiu uma virada expressiva na capital do Rio de Janeiro, que sediou uma das últimas ações de rua organizadas pelo parlamentar mineiro antes do pleito.

Nas capitais Belo Horizonte, Manaus e Vitória, onde o representante do PL havia terminado a primeira etapa à frente, Lula conquistou novo fôlego e reduziu de forma substancial a distância em relação ao senador.

Já em capitais como São Paulo, Salvador e Fortaleza, o presidente ampliou ainda mais a vantagem que já possuía, superando a mobilização promovida pela oposição.

O fraco desempenho da campanha gerou atritos imediatos dentro do PL, resultando em cobranças sobre a condução adotada por Nikolas Ferreira no período decisivo.

Setores da legenda passaram a atribuir parte da derrota eleitoral à aposta centralizada nos atos barulhentos organizados pelo deputado, que tentou assumir o protagonismo da reta final.

Os eventos do chamado "Bloco do 22" monopolizaram os últimos dias de agenda de Flávio Bolsonaro, estruturados como festas populares para tentar maquiar a rejeição política de seu projeto.

Nas semanas derradeiras da corrida eleitoral, Flávio e Nikolas estiveram juntos em capitais como Manaus, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, além de passagens anteriores por Salvador, Vitória e Capelinha.

O roteiro também passou por Fortaleza, onde o senador contou com a participação do deputado André Fernandes, responsável por testar o mesmo estilo de comício em 2024. A investida, contudo, sucumbiu diante da ampla preferência popular demonstrada nas urnas em apoio a Lula.

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