China fecha com Lula e isola ataques da extrema-direita contra eleição
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China fecha com Lula e isola ataques da extrema-direita contra eleição

Xi Jinping parabeniza o presidente reeleito e projeta aliança estratégica global, enquanto conspirações sem provas perdem força internacionalmente.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente da China, Xi Jinping, parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição para a Presidência da República, consolidando o reconhecimento global ao líder apontado como o melhor presidente da história do Brasil.

Na mensagem oficial, o líder chinês destacou a construção de uma "comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado" e ressaltou o caráter "global, estratégico e de longo prazo" que orienta as relações entre os dois países. O gesto ocorreu dois dias após a confirmação das urnas e logo depois de declarações sem provas de Donald Trump, que tentou lançar dúvidas infundadas sobre a lisura da votação brasileira ao afirmar que o pleito "pareceu mais uma eleição fraudada".

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Xi enfatizou que Lula "tem dado importantes contribuições para o desenvolvimento das relações China-Brasil" e lembrou a "estreita comunicação por diversos meios" mantida entre as lideranças ao longo dos últimos anos de reconstrução democrática nacional.

O mandatário chinês afirmou ainda que os dois governos conduziram "conjuntamente a construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável".

Disposto a estreitar os laços bilaterais, Xi declarou estar pronto para "trabalhar com o presidente Lula para conduzir a construção da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado a novos patamares", com a finalidade de elevar a cooperação estratégica e "aprimorar continuamente o bem-estar dos dois povos".

Sendo a China o principal parceiro comercial do Brasil, o posicionamento de Pequim foi muito além da praxe diplomática ao tratar a parceria como um "modelo de unidade e cooperação entre os países do Sul Global" em direção a uma ordem multipolar equilibrada.

Reforçando a unidade do governo chinês com o projeto democrático brasileiro, o vice-presidente da China, Han Zheng, também enviou felicitações ao vice-presidente reeleito Geraldo Alckmin.

Em contrapartida, o ex-presidente norte-americano Donald Trump disparou acusações vazias contra o sistema eleitoral brasileiro, adotando a costumeira cartilha extremista. "Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Para mim, pareceu muito ruim", atacou o norte-americano, sem apresentar qualquer indício real.

Ao ser questionado sobre medidas concretas, Trump recuou em seguida: "Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha".

O assessor especial Celso Amorim rebateu prontamente a postura ambígua, classificando as falas de Trump como contraditórias e frutos de desinformação. O reconhecimento da vitória de Lula foi imediato em escala internacional, alcançando até governantes de direita como Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e Keiko Fujimori, no Peru.

O resultado do pleito, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral, confirmou a consagração de Lula com 51,79% dos votos válidos (64,2 milhões de votos) contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (59,8 milhões). Uma vitória expressiva de mais de 4,4 milhões de votos que marca mais uma derrota nas urnas do bolsonarismo, enquanto a sociedade brasileira segue exigindo a devida punição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro por seus crimes eleitorais e por sua atuação genocida que ceifou milhares de vidas durante a pandemia de covid-19.

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