Canal pró-Lula dispara após embate no TSE
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Canal pró-Lula dispara após embate no TSE

Criado por André Janones para mobilizar apoiadores de Lula, canal no WhatsApp ultrapassou 4 milhões de seguidores depois de ser suspenso e reativado por decisões judiciais.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O canal "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), superou 4 milhões de inscritos no WhatsApp na noite de segunda-feira (12/10).

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O grupo foi lançado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o segundo turno das eleições. A marca foi alcançada após uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que chegou a suspender o canal.

Janones publicou um vídeo para comemorar o crescimento do grupo depois do embate judicial.

Na gravação, o deputado atribuiu o aumento no número de seguidores à tentativa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de retirar o canal do ar. "Tentaram nos calar, tentaram nos censurar, tentaram relativizar a democracia no nosso país e o tiro saiu pela culatra", declarou.

Ao final do vídeo, Janones afirmou que o grupo pretende contribuir para a reeleição do presidente. "Nós ocupamos a rua e agora estamos ocupando a internet e vamos reeleger Luiz Inácio Lula da Silva", disse.

Dados atualizados às 23h de segunda-feira mostravam o "Exército do Lula" com 4,1 milhões de seguidores. A "Tropa do Flávio", criada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), tinha 1,4 milhão.

A diferença entre os dois canais chegou a 2,7 milhões de seguidores.

A disputa judicial começou depois que Flávio Bolsonaro acionou o TSE e pediu a derrubada do canal de Janones. A campanha alegou que o grupo seria usado para propaganda eleitoral irregular e ações coordenadas de mobilização digital favoráveis a Lula.

O processo foi distribuído ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou que Lula, Janones e o vice-presidente Geraldo Alckmin apresentassem defesa em cinco dias. A campanha de Flávio recebeu 72 horas para detalhar as supostas irregularidades.

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No domingo (11/10), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou em outro processo a suspensão do canal. A decisão bloqueava a entrada de novos integrantes e o envio de mensagens.

A medida foi posteriormente suspensa por Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral. Ele restabeleceu o funcionamento do "Exército do Lula" e determinou que o caso fosse analisado pelo plenário do TSE.

Na segunda-feira, uma análise da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE não identificou notícias falsas específicas publicadas no canal entre 2 e 11 de outubro. A equipe técnica apontou, porém, indícios de atuação coordenada para ampliar conteúdos, incluindo orientações para curtir e compartilhar publicações antes de assisti-las e ações organizadas para impulsionar hashtags.

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