A defesa do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, sustenta que ele foi alvo de uma conspiração da CIA para matá-lo enquanto estava refugiado na embaixada do Equador em Londres e apresentaria essas alegações na audiência desta terça-feira (20), considerada o último recurso para tentar barrar sua extradição aos Estados Unidos. Acusado de espionagem após o vazamento de mais de 700 mil documentos militares e diplomáticos desde 2010, Assange, de 52 anos, teve a sessão aberta com a informação de que "não estava bem" e não compareceria. O advogado Ed Fitzgerald pretende argumentar que há "provas específicas" da conspiração que não foram devidamente examinadas por juízes britânicos e alerta para um "risco real" de ações extrajudiciais por parte de agências dos EUA. Segundo a defesa, o processo representa "interferência injustificada na liberdade de expressão" e ""le está sendo processado por se envolver em práticas jornalísticas comuns de obtenção e publicação de informações classificadas [secretas], informações que são ao mesmo tempo verdadeiras e de óbvio e importante interesse público". Stella Assange, esposa do ativista, diz que a saúde física e mental do marido se deteriora e que sua vida está em perigo. Se perder a audiência, ele não terá mais possibilidade de recurso no Reino Unido, e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos historicamente tem concedido aval para a extradição aos EUA. A prisão de Assange em 2019, após sete anos na embaixada equatoriana, impulsionou uma campanha global por sua libertação. Críticas internacionais se acumularam, incluindo moção do Parlamento Australiano pedindo o fim da perseguição, apelo da relatora especial da ONU sobre tortura, Alice Jill Edwards, que cita risco de suicídio ligado ao confinamento e a transtorno depressivo periódico, e manifestações de federações de jornalistas que veem os processos como ameaça à liberdade de imprensa em todo o mundo.

Notícias
📅 20/02/2024
CIA em xeque: defesa diz que Assange corre risco real
No último recurso contra a extradição para os EUA, a defesa de Julian Assange alega conspiração da CIA para assassiná-lo, aponta risco de ações extrajudiciais e reforça que o caso é político.
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Redação
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Publicado em 20 de fevereiro de 2024 às 15:04
