O juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estendeu o Inquérito das Milícias Digitais por 90 dias, que está em andamento desde julho de 2021. Conforme ressaltado na decisão, assinada em 19 de janeiro e tornada pública no sistema do Supremo nesta segunda-feira, 22, é indispensável continuar as investigações para a realização de procedimentos ainda não concluídos.
O objetivo da investigação é desmontar uma suposta organização criminosa com forte presença digital. Essa organização, com centros de produção, publicação, financiamento e político, tem uma finalidade clara: atentar contra a Democracia e o Estado de Direito.
Em outubro do último ano, o inquérito foi atualizado com o relatório final da CPMI do dia 8 de janeiro.
Armado de importantes provas, a investigação atinge o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre os principais casos destacam-se: esquema de desvio de joias do Estado, falsificação de cartões de vacinação e revelação de mensagens com conteúdo golpista.
A homologação do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-assistente de ordens de Bolsonaro, também aconteceu no decorrer desse inquérito. Os investigadores da Polícia Federal encontraram em seu celular um plano detalhado para um golpe de Estado.

