Corte de R$ 200 bilhões ameaça Pé-de-Meia, alerta Lula
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Corte de R$ 200 bilhões ameaça Pé-de-Meia, alerta Lula

Presidente afirma que ajuste defendido pela campanha de Flávio Bolsonaro colocaria em risco programas educacionais, universidades e institutos federais.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (7) a proposta de ajuste fiscal defendida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Lula, os estudantes seriam os principais prejudicados pelos cortes.

A manifestação ocorreu após o ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmar que um ajuste equivalente a 1,5% do PIB, cerca de R$ 200 bilhões, ameaçaria programas educacionais e investimentos do governo federal.

Segundo Barchini, o Pé-de-Meia seria um dos primeiros programas atingidos. O ministro também citou possíveis impactos sobre bolsas da Capes, universidades, institutos federais, construção de creches e escolas, transporte escolar e contratos de serviços terceirizados.

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Ao comentar as declarações do ministro, Lula afirmou que a proposta de Flávio Bolsonaro teria consequências diretas para os estudantes.

"A promessa de Flávio Bolsonaro tem uma conta — e quem vai pagar são os estudantes. Cortar R$ 200 bilhões, quase toda a verba disponível para serviços, programas e investimentos, fora as despesas obrigatórias, é decretar, na prática, o fim do Pé-de-Meia. Esse é o alerta do ministro da Educação.

Segundo o ministro, esses R$ 200 bilhões de corte significam também fechar universidades e institutos federais, parar obras de creches e escolas de tempo integral, deixar de comprar ônibus escolares e demitir trabalhadores da limpeza, da vigilância e de outros serviços dessas instituições."

Lula contrapôs o ajuste defendido pela campanha adversária ao compromisso de ampliar o Pé-de-Meia em 2027.

O presidente afirmou que pretende universalizar o programa caso seja reeleito.

"Enquanto meu adversário encolhe as oportunidades para a juventude, meu compromisso é universalizar o Pé-de-Meia em 2027. Lugar de jovem é na escola, com apoio para concluir os estudos e ir mais longe."

Lula encerrou a declaração apresentando as diferenças entre as propostas para a Educação como uma escolha a ser feita pelos eleitores no segundo turno da eleição presidencial.

"O eleitor vai escolher: um país que investe no conhecimento ou um país que corta a educação e condena seus jovens ao atraso."

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