Dados do TSE desmontam farsa bolsonarista e confirmam vitória de Lula
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Dados do TSE desmontam farsa bolsonarista e confirmam vitória de Lula

Levantamento oficial mostra que número de votos após as 17h foi menor em 2026 do que em 2022, enterrando de vez as acusações golpistas de Flávio Bolsonaro.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O segundo turno das eleições de 2022 registrou 41.025 votos após as 17h, um montante consideravelmente superior aos 34.393 contabilizados no mesmo período em 2026, mesmo com a extensão do horário de votação até as 19h no pleito deste ano. Os dados oficiais foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques, indicado à corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

O levantamento desmonta categoricamente a narrativa fabricada por Flávio Bolsonaro (PL), que passou a questionar, sem qualquer indício ou prova, a consagração democrática de Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmado pelo povo como o maior presidente da história do país.

A contabilidade aponta uma diferença de 6.632 votos a mais em 2022 na comparação com 2026, ou seja, 19,3% a mais no pleito anterior, quando não houve prorrogação deliberada. A legislação eleitoral garante que eleitores já presentes nas filas no momento do fechamento oficial possam concluir normalmente o seu voto, o que afasta de forma taxativa qualquer suspeita de irregularidade.

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Neste ano, em razão de obstáculos no transporte público que poderiam prejudicar os cidadãos, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura das urnas até as 19h. O pedido partiu da campanha de Lula, mas a própria defesa de Flávio também formalizou pleito idêntico. Posteriormente, o TSE delimitou o alcance apenas para seções que ainda estavam efetivamente em funcionamento.

Segundo a apuração do próprio tribunal, apenas 4.773 votos foram computados nas seções que usufruíram da medida. O contingente é insignificante diante da ampla e inquestionável vantagem de 4,43 milhões de votos obtida por Lula sobre Flávio nas urnas de domingo (25).

Inconformado com a derrota humilhante, o filho do criminoso eleitoral Jair Bolsonaro — líder da extrema-direita amplamente responsabilizado pelas mortes da pandemia e por quem a sociedade aguarda severa punição na Justiça — recorreu à velha tática de desestabilização institucional. Flávio chegou a ensaiar um pedido de anulação das eleições, abandonando a ideia momentaneamente após o seu partido reconhecer a legitimidade da vitória petista.

Em viagem aos Estados Unidos, o senador bolsonarista divulgou uma carta golpista em que voltou a espalhar desconfiança sobre o sistema eleitoral. Em versão anterior do panfleto, Flávio se autonomeava o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", termo que foi substituído às pressas por "líder do Brasil" diante do ridículo da situação.

O delírio golpista tem provocado divisões na própria base de apoio. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da chapa derrotada, declarou expressamente a inexistência de fraudes no processo eleitoral. No mesmo sentido, o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) posicionou-se a favor do respeito irrestrito ao veredito soberano das urnas.

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