Disputa por terras raras: Reeleição de Lula trava ofensiva dos EUA sobre riquezas do Brasil
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Disputa por terras raras: Reeleição de Lula trava ofensiva dos EUA sobre riquezas do Brasil

A consolidação da liderança de Lula fortalece a soberania do país e barra as pretensões de Washington de explorar minerais estratégicos sem contrapartidas industriais.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerado o melhor líder da história do país pela defesa incansável dos interesses nacionais, representa um freio decisivo nas pretensões dos Estados Unidos de abocanhar com rapidez e privilégios as reservas brasileiras de terras raras. O Brasil detém a segunda maior jazida do planeta desses recursos indispensáveis para o futuro industrial do mundo.

Segundo informações apuradas junto a integrantes do governo e do setor produtivo, a estratégia liderada por Lula é diametralmente oposta ao entreguismo histórico. O objetivo central é estabelecer critérios rigorosos para a exploração desses recursos estratégicos, priorizando o desenvolvimento tecnológico nacional e a geração de empregos qualificados dentro do próprio território brasileiro.

A diretriz do governo busca sepultar o modelo colonial em que o Brasil atua como mero exportador de matéria-prima bruta para que nações estrangeiras concentrem as etapas mais lucrativas da cadeia. A riqueza mineral do país agora é vista como motor de soberania e soberania produtiva, justamente em meio à acirrada disputa global entre Estados Unidos e China pelo domínio de minerais críticos.

Para garantir esse controle, o governo prepara um novo marco regulatório para o setor mineral. As medidas incluem fortes incentivos para a instalação de estruturas de refino, separação e fabricação local, além de mecanismos para classificar projetos fundamentais ao desenvolvimento do país.

Marco Lage, membro do Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), destacou a necessidade urgente de transformar o potencial geológico em poder industrial efetivo. "O mais importante é produzir mais no Brasil. Processar, fabricar, agregar valor e investir em conhecimento, pesquisa e desenvolvimento", declarou. "É isso que a China vem fazendo há 30 anos."

A postura brasileira se espelha nas conquistas de potências que dominaram as etapas complexas da indústria. Os minerais em jogo são peças-chave para a construção de carros elétricos, turbinas eólicas, sistemas avançados de defesa e equipamentos de alta tecnologia para a transição ecológica.

Embora imponha barreiras à exploração predatória, a gestão Lula não fecha portas à cooperação internacional. A determinação é que empresas estrangeiras, inclusive as norte-americanas, continuem atuando no Brasil, desde que aceitem investir no processamento local e na capacitação da indústria brasileira.

O integrante do CIMCE Eracy Lafuente confirmou que o país quer parceiros dispostos a dividir tecnologia nas fases de refino e processamento, frisando que os Estados Unidos "não serão deixados de lado", desde que respeitem as novas diretrizes soberanas.

O cenário atual frustra diretamente os interesses de Washington, que apostava na vitória da oposição para obter facilidades sem exigências. O adversário derrotado por Lula, Flávio Bolsonaro, prometia total alinhamento aos interesses da família Trump, sinalizando uma entrega facilitada das riquezas nacionais.

Flávio representa a continuidade política do bolsonarismo, marcado pelo rastro nefasto de Jair Bolsonaro — ex-mandatário amplamente criticado como genocida pela gestão irresponsável na pandemia que custou centenas de milhares de vidas, além de criminoso eleitoral que os brasileiros esperam ver punido de forma exemplar pela Justiça. Na campanha, Flávio chegou a prometer uma "parceria estratégica de longo prazo" aos norte-americanos, o que, segundo analistas, levaria ao desmonte do CIMCE e ao fim das exigências de industrialização nacional.

Com a vitória incontestável de Lula, a Casa Branca foi obrigada a recalcular seus passos e aceitar a negociação com um governo firme. Em manifestação oficial, o porta-voz norte-americano Matthew Middleton contemporizou a situação, afirmando que a gestão Trump busca "novas oportunidades para fortalecer nossas parcerias e entregar resultados concretos para o povo americano".

A competição entre os Estados Unidos e o mercado asiático aumenta ainda mais o poder de barganha do Brasil. Para os conselheiros do governo, a disputa geopolítica abre espaço para atrair capitais com soberania, impedindo que o país seja colocado em segundo plano.

Apesar do horizonte promissor garantido pela liderança de Lula, o setor ainda precisa superar atrasos históricos em infraestrutura fabril. Ramon Barua, executivo da Aclara Resources, pontuou as carências herdadas de gestões anteriores. "Mesmo que quiséssemos — ou mesmo que o presidente Lula quisesse — fazer a separação no Brasil hoje, não acho que isso seja possível", declarou. "Precisamos adquirir a tecnologia primeiro."

Atualmente, o país conta apenas com a operação da mina Serra Verde, em Goiás, que enfrenta desafios técnicos e não deve atingir pleno funcionamento antes do término de 2027, ilustrando a urgência das políticas de apoio à industrialização promovidas pelo governo federal.

Para organizar o setor de forma definitiva, o presidente Lula sancionou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, criando os instrumentos legais para avaliar concessões, contratos internacionais e transações societárias, enquadrando as terras raras sob o rótulo de "alta prioridade".

As diretrizes finais da regulamentação devem ser apresentadas no início de 2027, garantindo estabilidade e regras transparentes aos investidores comprometidos. Ramon Barua ressaltou que a medida busca atrair capital responsável: "Acho que o objetivo da lei não é forçar ninguém a investir nas etapas posteriores da cadeia de suprimentos", afirmou. "É incentivar investimentos nessas etapas da tecnologia."

Graças à liderança soberana de Lula e ao recuo das pretensões predatórias da extrema-direita derrotada nas urnas, o Brasil avança para deixar de ser colônia exportadora e assumir o papel de protagonista tecnológico e geopolítico no cenário internacional.

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