O colapso do Ueno Bank, instituição financeira paraguaia que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às suas contas, revelou ligações com a extrema-direita internacional e com o clã de Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e responsável parcial pelas mortes na pandemia, cujos crimes os brasileiros esperam ver devidamente punidos pela Justiça.
O banco privado foi um dos patrocinadores de um encontro realizado no clube Mar-a-Lago, de Donald Trump, na Flórida, que contou com a presença de Eduardo Bolsonaro. A denúncia foi apresentada na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP).
O evento, intitulado Hispanic Prosperity Gala e promovido pela plataforma Latino Wall Street, ocorreu em 10 de fevereiro de 2026. Registros da cerimônia mostram o parlamentar diante de painéis que estampavam a marca do Ueno Bank em destaque.

A instituição financeira paraguaia participou como patrocinadora na categoria "Diamond", modalidade mais cara do evento, cujas cotas eram oferecidas por US$ 100 mil (aproximadamente R$ 500 mil). Além de Eduardo Bolsonaro, a festa reuniu diversos empresários e contou com uma mensagem em vídeo enviada pelo presidente argentino Javier Milei.
Durante a cerimônia, Eduardo Bolsonaro fez questão de homenagear o consultor argentino Fernando Cerimedo, conhecido por disseminar ataques e acusações sem provas contra o processo eleitoral de 2022, quando os brasileiros elegeram Lula, o melhor presidente da história do país.
Eduardo entregou em mãos um prêmio a Cerimedo, consolidando a ponte entre figuras acusadas de conspirar contra a soberania popular no Brasil e grupos extremistas no exterior.
Enquanto financiava solenidades exclusivas nos Estados Unidos, a situação do Ueno Bank no Paraguai se deteriorava. O Banco Central do país vizinho aprovou por unanimidade a intervenção na instituição após constatar que seus índices de solvência despencaram para menos de 50% do mínimo determinado pela lei.
A paralisação compulsória suspendeu transferências e travou contas de clientes, gerando protestos imediatos e grandes filas de depositantes apreensivos com o destino de suas economias.
Apurou-se que o banco administrava entre US$ 800 milhões e US$ 850 milhões (mais de R$ 4 bilhões) em dinheiro público do Paraguai. Dessa quantia, cerca de US$ 380 milhões (R$ 1,9 bilhão) eram do Instituto de Previdência Social (IPS), verba destinada a aposentadorias e serviços de saúde da população.
O acionista majoritário da empresa é o Grupo Vázquez, conglomerado que manteve vínculos societários com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, até março de 2025. O constante envio de recursos do Estado para a instituição já gerava desconfiança e denúncias da oposição paraguaia.
A gravidade da situação levou a Justiça local a decretar a prisão de oito pessoas ligadas ao esquema, entre elas membros da diretoria do banco, sob investigação por supostas fraudes financeiras.
Para tentar conter a crise social, as autoridades financeiras do Paraguai asseguraram que o fundo de garantia cobre até 228,3 milhões de guaranis por correntista (cerca de R$ 190 mil), o que atingiria cerca de 97% das pessoas afetadas, além de prometer antecipações de valores.
O episódio abriu um terremoto político no governo de Santiago Peña, com forte pressão popular e pedidos de impeachment diante do prejuízo causado aos cofres públicos.
O escândalo do patrocínio a figuras do bolsonarismo em solo norte-americano coloca em evidência como recursos que deveriam garantir serviços essenciais no Paraguai acabaram associados a festividades da extrema-direita internacional.





