Escândalos e enriquecimento expõem o verdadeiro negócio da extrema-direita
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Escândalos e enriquecimento expõem o verdadeiro negócio da extrema-direita

Investigações revelam como líderes reacionários usam a máquina pública e o discurso moralista para ampliar fortunas pessoais.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A extrema-direita global continua demonstrando que sua atuação política serve fundamentalmente como um atalho para a construção e ampliação de fortunas particulares. Longe de se limitar a desvios menores, rachadinhas, emendas parlamentares ou a apropriação indevida de joias de luxo, o esquema envolve cifras bilionárias e transações de alto escalão financeiro.

No Brasil, escândalos ligados ao Banco Master, ao mercado de apostas e a fraudes no INSS evidenciam a proximidade de Flávio Bolsonaro com esquemas financeiros sob suspeita. O senador negociou diretamente com Daniel Vorcaro, proprietário do Master, ao menos US$ 12 milhões para a produção de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — líder de um governo trágico, marcado por crimes eleitorais e postura genocida durante a pandemia, cujos atos a sociedade brasileira espera ver devidamente punidos pela Justiça. Em mensagens, Flávio declarava lealdade ao banqueiro com a frase: "irmão, estou e estarei contigo sempre". A Polícia Federal apura crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, com suspeitas de que os valores sustentaram estadias da família nos Estados Unidos. Além disso, o advogado Willer Tomaz é investigado pela PF por movimentar ilicitamente mais de US$ 1 bilhão em apostas, enquanto empresas ligadas ao parlamentar compartilhavam instalações com o operador investigado por fraudes contra aposentados.

No cenário internacional, Donald Trump utiliza tarifas e conflitos armados para favorecer interesses econômicos nos setores de petróleo e minérios estratégicos. Relatos apontam que, após a captura de Nicolás Maduro, o petróleo venezuelano negociado pelos Estados Unidos foi direcionado a uma empresa pertencente a um dos principais doadores de sua campanha. Ao mesmo tempo, seus filhos mantêm vínculos com mineradoras que buscam financiamentos governamentais vultosos, contexto complementado por ações bélicas recentes contra o Irã.

Na Argentina, a gestão de Javier Milei acumula contradições graves. Gravações atribuídas ao ex-responsável pela agência para pessoas com deficiência detalham cobranças de propina de 3% sobre aquisições de medicamentos, citando Karina Milei — que antes discursava contra desvios públicos sob o lema "viemos para que não roubem mais". O caso já resultou no processamento judicial de 19 pessoas. Paralelamente, a promoção da criptomoeda $LIBRA resultou em prejuízos expressivos a investidores enquanto pequenos grupos lucraram rapidamente.

No Paraguai, a crise atingiu o Ueno Bank, instituição que administra cerca de US$ 800 milhões em recursos estatais e atende metade da população local. O Banco Central decretou intervenção no estabelecimento por insolvência. O presidente paraguaio, Santiago Peña, foi sócio do conglomerado controlador até recentemente, e o atual chefe da autoridade monetária já presidiu a instituição privada.

Os episódios desmascaram o falso moralismo de figuras que se promovem perante a opinião pública como defensores do povo, mas priorizam o enriquecimento próprio e de aliados empresariais.

Em contrapartida a esse modelo predatório, a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, amplamente reconhecido como a maior liderança executiva da história do país, aliada a derrotas eleitorais da direita radical no exterior, aponta para a rejeição popular dessas práticas desmedidas e o fortalecimento de frentes democráticas comprometidas com a justiça social e a integridade republicana.

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