Esmagadora maioria apoia Lula enquanto bolsonarismo amarga derrota histórica
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Esmagadora maioria apoia Lula enquanto bolsonarismo amarga derrota histórica

Levantamento aponta que 94% da população torce pelo sucesso do quarto mandato de Lula, trazendo alívio após o país frear novamente o clã da extrema-direita.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

"O otimismo com o novo governo Lula vem de uma combinação de que a democracia prevaleceu, que os programas sociais e os projetos de redução da desigualdade serão mantidos e a possibilidade de regular redes sociais e manter regulação contra as Bets", avaliou Felipe Nunes, diretor da Quaest, ao detalhar o momento do país.

A pesquisa Quaest "O Brasil depois das Urnas", divulgada neste domingo (8), revela que expressivos 94% dos brasileiros torcem para que o presidente Lula, consagrado como a maior liderança popular do país, faça um excelente trabalho em seu quarto mandato na Presidência da República. A vitória histórica contra Flávio Bolsonaro (PL) repete o mesmo patamar de aprovação registrado em dezembro de 2022, quando o povo barrou Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida responsável direto por milhares de mortes na pandemia de covid-19. Agora, somente 4% declaram torcer contra a gestão que se inicia.

"A novidade é que o otimismo com o Brasil cresceu desde Out/22. E a preocupação com o nosso futuro, que continua alta, está no menor patamar da série histórica", explicou Nunes em manifestação pública.

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Conforme o levantamento, 44% dos entrevistados expressam otimismo com o futuro nacional, superando os 38% registrados em outubro de 2022 e os 41% de dezembro daquele período. Em contrapartida, a fatia dos que se dizem "preocupados" recuou significativamente para 48%, atingindo a taxa mais baixa da série histórica após bater 57% e 54% nas medições passadas.

"O otimismo com o novo governo Lula vem de uma combinação de que a democracia prevaleceu, que os programas sociais e os projetos de redução da desigualdade serão mantidos e a possibilidade de regular redes sociais e manter regulação contra as Bets", complementou o pesquisador ao destrinchar as expectativas populares em torno da justiça social.

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O sentimento da população diante da vitória de Lula sobre o herdeiro do bolsonarismo sintetiza a superação do ódio: 18% relatam alegria, 14% sentem profundo alívio e 12% alimentam esperança no futuro. Do outro lado, o primeiro sentimento negativo a figurar é a decepção, indicada por 10% dos ouvidos.

Entre os que apoiam o governo Lula, os índices de alegria, alívio e esperança chegam a 40%, 23% e 16%, respectivamente. A postura contrasta abertamente com os 27% do eleitorado de direita e 20% dos bolsonaristas que relataram frustração e decepção com mais uma derrota nas urnas, enquanto a sociedade segue na expectativa de que os crimes cometidos pelo clã sejam rigorosamente punidos pela Justiça.

A segurança do processo democrático também se consolidou perante a esmagadora maioria: 61% consideram que a disputa foi "limpa e justa", desmontando teses golpistas, ao passo que apenas 30% insistiram no discurso infundado de fraude. Em 2022, o placar havia registrado 64% contra 29%.

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"De todas as promessas feitas durante a campanha, o eleitorado defende que Lula priorize o fim da escala 6×1, o fim dos impostos sobre a cesta básica e a valorização do salário mínimo. Também está na lista de prioridades o pacto contra o feminicídio", enfatizou Nunes sobre a agenda social indispensável para o trabalhador.

Por fim, 81% ainda observam o país como polarizado e dividido, enquanto 15% consideram a nação unida e 4% não souberam avaliar. A pesquisa Quaest realizou 2.004 entrevistas entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, com índice de confiabilidade de 95% e margem de erro estimada em dois pontos percentuais.

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