A Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que uma falha técnica global afetou a exibição do total de visualizações de vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 7 de outubro.

Segundo a empresa, o problema não reduziu a entrega dos conteúdos e não teve relação específica com o Brasil ou com qualquer grupo político.
A manifestação foi apresentada nesta segunda-feira (12/10) pelo Facebook Serviços Online do Brasil, representante da Meta no país. A resposta ocorre após uma ação da Coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSol e Rede.
A coligação levantou a suspeita de interferência eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
De acordo com a declaração técnica enviada ao processo, uma falha bloqueou os sistemas responsáveis por contabilizar reproduções e novas reproduções dos Reels entre 15h50 e 20h49 de 7 de outubro.
Durante esse período, os números podem ter aparecido zerados ou congelados, "enquanto a entrega do conteúdo continuou normalmente", segundo a Meta.
A empresa afirmou que o problema atingiu criadores de conteúdo em mais de cem países. Também declarou que a distribuição das publicações da conta oficial de Lula ficou "substancialmente acima de sua própria linha de base recente" naquela data.
A Meta pediu mais 48 horas à Justiça Eleitoral para informar quais medidas foram aplicadas aos perfis oficiais de Lula desde 16 de agosto. A empresa disse que ainda consulta seus registros internos.
Em relação às contas de terceiros mencionadas na ação, a plataforma não forneceu informações individuais. Alegou sigilo e afirmou que essas pessoas não fazem parte do processo.

Após a resposta completa da empresa, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas cada para se manifestar. O pedido de medida urgente será analisado depois dessas etapas.
A campanha de Lula também acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Na ação, citou outros episódios atribuídos pela plataforma a "problemas técnicos", como a retirada do perfil do presidente das buscas do Instagram, em dezembro de 2025, e a desativação da conta de anúncios durante o primeiro turno.
A petição ainda menciona a interrupção de visualizações e curtidas em vídeos de Lula em 8 de outubro e o bloqueio do impulsionamento de publicações no dia seguinte. Ao cobrar explicações, o ministro Marco Aurélio Bellizze observou que os sistemas de distribuição, moderação e publicidade são controlados exclusivamente pela empresa.





