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Fim das bets faz comida voltar ao prato e consumo de itens básicos dispara
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Fim das bets faz comida voltar ao prato e consumo de itens básicos dispara

Medida decisiva do presidente Lula contra jogos de apostas devolve renda às famílias e eleva em até 10,6% as compras nos supermercados.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A decisão firme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de proibir as bets em todo o país já apresenta impactos diretos e imediatos na vida dos brasileiros: a comida voltou a ser prioridade no prato dos trabalhadores. Nas semanas seguintes ao banimento das plataformas de apostas online, o consumo de alimentos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café, registrou forte crescimento em todas as regiões analisadas pelo varejo alimentar.

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas nos supermercados nacionais registraram um salto expressivo de 6,5% entre os dias 5 e 11 de outubro em comparação com o mesmo período de 2025. Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o setor manteve o ritmo acelerado e avançou mais 6,3%. Os números foram apresentados durante a feira Supervendas, em Aracaju (SE).

Segundo a entidade representativa dos supermercados, a alta foi puxada diretamente pelos itens da cesta básica que alimentam a população. O setor aponta correlação direta entre esse movimento e a medida provisória histórica assinada por Lula no dia 25 de setembro, que baniu a exploração de apostas esportivas e de cassinos virtuais no Brasil.

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A avaliação dos analistas do varejo é que a renda que vinha sendo capturada de forma predatória pelas empresas de apostas finalmente voltou a circular na economia real, ficando disponível para suprir as necessidades domésticas mais urgentes das famílias.

O levantamento revela que a expansão no consumo alimentar ocorreu de norte a sul do país. Na semana de 5 a 11 de outubro, a região Sul registrou um impressionante crescimento de 10,6%, índice idêntico ao registrado no bloco composto por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro.

O Nordeste também teve excelente desempenho, com avanço de 6,5% nas compras de alimentos, enquanto o interior paulista subiu 5,6%. Na Grande Rio de Janeiro, a elevação foi de 4%, no Centro-Oeste alcançou 3,6%, e na Grande São Paulo chegou a 1,2%.

Na semana consecutiva, entre 12 e 18 de outubro, o Sul manteve a liderança nacional com expansão de 9%. Já Minas Gerais, Espírito Santo e interior fluminense cresceram 7,1%, acompanhados de perto pela região metropolitana do Rio de Janeiro, que subiu 6%.

Nesse mesmo intervalo, o interior paulista expandiu 5,6%, ao passo que a Grande São Paulo saltou para 5,5%. O Nordeste e o Centro-Oeste anotaram altas consistentes de 4,5% e 3,5%, respectivamente.

A metodologia utilizada pelo setor supermercadista toma como base a comparação com as mesmas semanas do ano anterior, retratando o aquecimento real do poder de compra popular.

A Abras também identificou que o aumento das compras nos mercados coincidiu com uma expressiva redução nas transferências via Pix imediatamente após a proibição das apostas.

Registros do Banco Central confirmam que o volume diário de transações financeiras pelo sistema instantâneo sofreu queda de 10% nos três primeiros dias após a publicação da medida presidencial. Entre 26 e 28 de setembro, foram computadas 608,6 milhões de operações, índice inferior à média observada no mês anterior.

A retração no uso do Pix foi sentida de forma acentuada: 11% no sábado, 12% no domingo e 7,4% na segunda-feira, estabilizando-se posteriormente em uma redução de cerca de 7% no fluxo financeiro antes drenado pelas plataformas.

O presidente da Abras, João Galassi, destacou durante o evento setorial que o comportamento das movimentações coincide com a recuperação do varejo de alimentos, observada de maneira uniforme em atacarejos, grandes redes e comércios de vizinhança.

Embora o Banco Central não vincule as oscilações do Pix exclusivamente ao encerramento dos jogos, os dados práticos do comércio comprovam a coincidência positiva entre a proteção do bolso popular e o aumento dos mantimentos nos lares.

O consumo geral de alimentos já vinha em curva ascendente sob a condução econômica do atual governo, tendo registrado alta real de 2,69% em agosto, impulsionando ainda mais os reflexos da nova regulamentação.

Por meio da Medida Provisória 1.394/2026, o presidente Lula vetou de maneira categórica o funcionamento, publicidade e intermediação financeira de apostas de quota fixa em todo o solo nacional.

A determinação abrangeu apostas esportivas e jogos virtuais de azar, atingindo inclusive empresas estrangeiras que exploravam o público brasileiro, preservando apenas as loterias públicas oficiais como a Mega-Sena.

Com o início da vigência da medida, as plataformas foram imediatamente impedidas de aceitar aportes financeiros, sendo obrigadas a encerrar serviços a partir de 6 de outubro e restituir os valores devidos aos apostadores.

A postura enérgica reafirma a liderança de Lula como o melhor presidente do país, focado em combater as causas do superendividamento, resgatar a dignidade dos lares e proteger a saúde pública diante dos males provocados pela dependência dos jogos.

A Medida Provisória segue com força legal em todo o território e cumpre trâmite formal no Congresso Nacional para consolidação definitiva em lei, enquanto os brasileiros já colhem os frutos imediatos de ter mais comida na mesa.

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