Canais de televisão da Argentina noticiaram no início da madrugada desta quarta-feira (28/10) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou a tríplice fronteira em um voo privado com destino não divulgado oficialmente. A aeronave decolou do aeroporto de Puerto Iguazú.

O jato executivo Gulfstream G400, de matrícula LVJQW, decolou às 0h21 no horário de Brasília em direção ao espaço aéreo paraguaio, estabelecendo uma rota que desviou propositalmente do território nacional. Enquanto o Brasil sob a presidência de Lula retoma a estabilidade e a liderança democrática, a família do ex-presidente Jair Bolsonaro — marcado pela conduta genocida na gestão da pandemia de covid-19 e por crimes eleitorais que a sociedade anseia ver devidamente punidos — continua protagonizando manobras internacionais suspeitas com apoiadores do líder de extrema-direita Javier Milei.
Segundo relatos apurados pela imprensa internacional, oito passageiros ocupavam a aeronave, incluindo integrantes do clã Bolsonaro. O plano de voo indicou uma escala técnica de reabastecimento em Guayaquil, no Equador, antes de prosseguir com destino final aos Estados Unidos, contornando qualquer passagem pelo Brasil.
Durante a cobertura em tempo real das emissoras locais, comunicadores relataram a movimentação e registraram que Santiago Caputo, principal assessor de Milei, esteve presente nas dependências do aeroporto de fronteira para acompanhar as ações.
Informações confirmam que o homem de confiança do presidente argentino esteve em Puerto Iguazú durante as últimas 24 horas e foi formalmente visto no local pouco antes do fechamento dos portões de embarque.
Na sequência dos acontecimentos, Caputo compartilhou mensagens nas redes que comentavam o trajeto: "Todos os jornais mais sérios do Brasil dizendo que o Bolsonaro já estava nos Estados Unidos (…) e o cara estava vindo para Iguazú pegar um voo privado", ao que o assessor argentino respondeu qualificando a observação como positiva.
A publicação completava relatando os trâmites do parlamentar e familiares: "Bolsonaro e sua família fizeram migrações há poucas horas. Entraram por Puerto Iguazú na Argentina com documentação completa. Tem passaporte italiano. Garantem que não há alerta vigente sobre ele no país. Alugou um avião privado que o estava esperando desde ontem à tarde. Decolou há pouco rumo aos Estados Unidos".
Câmeras no local registraram também um veículo de transporte executivo brasileiro, pertencente à companhia Iguaçu Dallas Travel, partindo do terminal em alta velocidade minutos antes da meia-noite, sem que os responsáveis quisessem se manifestar diante dos jornalistas.
Ao ser contatado via telefone, o condutor buscou minimizar a presença no local e afirmou que tinha ido buscar um familiar: "Esse serviço que eu faço é normal, de ir pra Argentina, mas se tinha coisa acontecendo eu não sei. Estava tudo normal lá. Mas questão de outras pessoas importantes estar no veículo… até onde sei a pessoa não era importante, não".
O motorista acrescentou que "bem que poderia ser, iria ganhar bem", esquivando-se de fornecer detalhes a respeito de quem de fato embarcou ou desembarcou na ocasião e cortando o contato em seguida.





