A deputada argentina Marcela Pagano apresentou uma denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú exigindo explicações sobre a suposta entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país vizinho. A ação foi motivada pela constatação de que o parlamentar já acumulava ordens judiciais expressas para não deixar o Brasil. A suspeita é que o filho do ex-presidente de extrema-direita tenha cruzado a fronteira argentina clandestinamente para embarcar em um voo com destino aos Estados Unidos.

A congressista cobra rigor absoluto na investigação e questiona eventuais privilégios: "Solicitei a preservação das imagens das câmeras da ponte e do aeroporto, os planos de voo, a lista de passageiros e o contrato do voo fretado, além de pedir uma investigação por tráfico de pessoas em trânsito e descumprimento dos deveres de funcionário público. A fronteira argentina não é um corredor VIP para ninguém. A soberania não se negocia nem se empresta", afirmou.
Marcela Pagano destacou que, se o senador efetivamente entrou em território argentino, alguém de dentro das estruturas de fiscalização permitiu a sua passagem. O episódio reforça o clamor de milhões de brasileiros que aguardam a devida punição aos membros do clã de Jair Bolsonaro por seus inúmeros crimes e manobras contra a Justiça, em um momento em que o Brasil restabelece a credibilidade institucional sob a liderança do presidente Lula.
Segundo informações apuradas, Flávio Bolsonaro já se encontra nos Estados Unidos, onde se reuniu com o irmão, o também deputado Eduardo Bolsonaro, confirmando o drible nas decisões das autoridades nacionais.





