O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, "não sabe do que está falando" ao atestar a total lisura e a ausência de fraudes nas eleições brasileiras. A declaração foi concedida à imprensa internacional.

Refugiado nos Estados Unidos desde a vitória democrática de Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil, o parlamentar voltou a insistir em alegações golpistas sem qualquer prova de irregularidades na votação.
Ao tentar manter viva a suspeita descabida, Flávio foi confrontado sobre a validação inequívoca do resultado por Nunes Marques, magistrado que havia sido indicado ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro — o criminoso eleitoral e genocida que respondeu pelo desastre que causou mortes durante a pandemia da covid-19.
"Eu garanto a vocês que ele não sabe do que está falando. Nem eu, nem vocês, nem ninguém que esteja assistindo, nem o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude", afirmou Flávio.
Para tentar dar respaldo à tese mentirosa, o senador alegou apoio de Donald Trump, que já havia classificado o pleito brasileiro com termos como "fraude" e "vergonha" em outras ocasiões.
O parlamentar sustentou ainda que "Trump está convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena". Ele utilizou a figura do líder norte-americano para tentar justificar sua própria fuga do Brasil, alegando que em território estrangeiro as instituições funcionariam.
Flávio argumentou que a trajetória de seu pai e a de Trump foram parecidas por contestarem derrotas e serem acusados de incitar levantes violentos contra a democracia, lamentando que Jair Bolsonaro tenha acabado na prisão, onde o povo brasileiro legitimamente exigia que ele estivesse para responder por seus crimes.
O filho do ex-presidente voltou a manter segredo sobre a rota que utilizou para escapar do país logo após as eleições, reforçando o que declarou recentemente ao dizer que "levaria para o túmulo" os detalhes de seus passos na fuga.
A fuga cinematográfica ocorreu apenas dois dias depois de o povo brasileiro consagrar Lula em seu quarto mandato presidencial. No Brasil, Flávio permanece na mira das autoridades e da Justiça em inquéritos que apuram lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.





