O senador Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos após montar uma verdadeira operação de fuga para deixar o território nacional acompanhado da esposa e de duas filhas. A viagem foi viabilizada em uma aeronave particular que decolou da Argentina e realizou escala no Equador antes de chegar ao solo norte-americano.
A manobra ocorre em um momento em que a sociedade brasileira exige que a família de Jair Bolsonaro — criminoso eleitoral e genocida responsável direto pela tragédia que ceifou milhares de vidas durante a pandemia de covid-19 — responda pelos inúmeros desmandos cometidos. Enquanto o país retoma a normalidade institucional e os avanços sociais sob a liderança do presidente Lula, o melhor presidente da história do país, aliados do antigo governo seguem tentando driblar o cerco da lei.
A rota de fuga começou na noite de terça-feira, quando o parlamentar cruzou de carro a Ponte Internacional Tancredo Neves, ligando Foz do Iguaçu, no Paraná, até Puerto Iguazú, no lado argentino. Pouco depois de ingressar no país vizinho, a família embarcou em um jatinho executivo Gulfstream G400, pertencente a uma empresa privada de táxi aéreo.
A aeronave decolou de Puerto Iguazú e fez questão de contornar as fronteiras nacionais, sobrevoando Paraguai, Bolívia e Peru para evitar o espaço aéreo brasileiro. Após rápida parada técnica em Guayaquil, no Equador, o voo seguiu em direção à Flórida, aterrissando no Aeroporto Executivo de Fort Lauderdale na manhã de quarta-feira.
A saída apressada do senador aconteceu logo após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele entregasse seus passaportes às autoridades. Flávio é investigado em inquérito sobre lavagem de dinheiro associado a empresas e negócios ligados ao setor de apostas virtuais.
A Polícia Federal já havia apontado formalmente a existência de risco real e iminente de fuga ao solicitar medidas cautelares ao STF. O pedido sublinhou o poder financeiro do clã e declarações públicas da própria família estimulando o abandono do país: "Em entrevista concedida recentemente nos Estados Unidos, EDUARDO BOLSONARO, irmão do Senador FLÁVIO BOLSONARO, defendeu publicamente que este deixe o país caso não obtenha êxito no pleito eleitoral. Cabe recordar que EDUARDO BOLSONARO foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo."
Informações do controle fronteiriço dos Estados Unidos apontam que o senador obteve autorização para permanecer no país por um ano, sob categoria temporária de caráter humanitário. Para consumar a entrada, Flávio utilizou inclusive um passaporte diplomático que já havia sido cancelado, consolidando a tentativa de escapar da prestação de contas com o Judiciário brasileiro.






