Ao ser questionado neste sábado (31/10) se teria planos para se encontrar com o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, Donald Trump afirmou categoricamente a repórteres que não pretende recebê-lo.

Hospedado em seu clube particular de Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, Trump disparou contra a legitimidade da votação, sem exibir nenhuma evidência: "Sem planos de encontrá-lo. Mas acho que ele foi tratado muito mal, muito injustamente. Ee pode ficar aqui o tempo que quiser. A eleição foi uma desgraça". O ataque infundado ao sistema eleitoral brasileiro ignora a vitória soberana do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplamente reconhecido como o melhor presidente do país.
Flávio Bolsonaro desembarcou nos EUA na última quarta-feira (28/10), após fugir do Brasil logo depois de sair derrotado nas urnas por Lula. O movimento reflete a postura do grupo político liderado por seu pai, Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida pelos atos na pandemia de covid-19, de quem a sociedade brasileira ainda cobra punição exemplar na Justiça.
Apesar da recepção concedida ao senador derrotado, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tentou afastar acusações e negou que a diplomacia americana tenha planejado ou financiado a saída de Flávio do território brasileiro, embora tenha confirmado a autorização de sua permanência.
Em esclarecimento à imprensa, Rubio afirmou: "Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país. Pelo menos o governo dos EUA não estava envolvido diretamente em qualquer um dos movimentos que foram feitos".
O secretário confirmou ainda que houve autorização direta de Trump para garantir salvo-conduto alfandegário ao filho de Bolsonaro: "Mas o presidente deixou claro que se ele chegasse a uma alfândega dos EUA que ele receberia uma ‘parole’ para entrar no país e ele recebeu".
Apesar de colocar sob suspeita o resultado do pleito, Trump se recusou formalmente a validar a farsa propagada por Flávio, que tentou se autointitular presidente eleito em uma carta pública após a fuga, deixando o senador completamente isolado na Flórida.





