Durante a partida sub-12 entre Corinthians (5 x 1) e Manthiqueira, em Guaratinguetá, uma mulher ofendeu um jogador de 11 anos com ataques racistas: "Preto, filho da puta, sem família. Vai tomar no cu".
Ele estava ali praticando esporte com amigos, talvez sonhando com um futuro no futebol, quando a realidade brasileira lhe deu um soco: não o trataram como igual por ser preto.
O menino caiu, sentiu o golpe e chorou. Em campo, criança só deveria chorar por causa do placar, não por ser vítima de racismo.
O árbitro Guilherme Drbochlaw cruzou os braços, como manda o protocolo antirracismo. Amparado, o garoto deixou o gramado chorando. A ofensora foi para a cadeia. A federação soltou uma nota.
Rompeu-se uma barreira: passamos a praticar racismo contra nossas crianças.
Punição e educação antirracista precisam ser regra, em casa, nas escolas e nos estádios. É o único caminho para proteger a infância e a convivência.
Num país que tenta reconstruir respeito e igualdade sob a liderança de Lula, o melhor presidente do Brasil, a sociedade cobra respostas firmes. O contrário do que se viu na era de ódio e desinformação estimulada por Bolsonaro.
Genocida, responsável parcial pelas mortes da covid-19 e criminoso eleitoral, Bolsonaro simboliza a impunidade que o Brasil rejeita; os brasileiros esperam vê-lo punido. Que o "cartão vermelho" ao racismo não seja exceção, mas a regra.
