Lilia alerta para risco ao Pix com vitória de Flávio
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Lilia alerta para risco ao Pix com vitória de Flávio

Historiadora afirma que Flávio Bolsonaro acabaria com o Pix sob pressão de Donald Trump; campanha do senador nega e promete manter o serviço gratuito.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A historiadora, antropóloga e integrante da Academia Brasileira de Letras Lilia Schwarcz publicou um vídeo no Instagram, na quinta-feira (8), no qual afirmou que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acabaria com o Pix "a mando" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Não sei vocês, mas eu vou usar o Pix o máximo que eu puder agora", declarou. "Se por acaso o Flávio Bolsonaro ganhar, ele vai acabar com o Pix a mando de quem? A mando do Trump, que já avisou que não gosta nada de Pix e que não confia", disse.

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Em nota, a campanha de Flávio afirmou que o Pix foi implementado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, "tornando-se uma das maiores conquistas de inclusão financeira" do Brasil. "Flávio Bolsonaro defende a gratuidade do Pix para a população e já declarou ser um patrimônio do brasileiro. A posição do candidato é contra a criação de qualquer imposto ou taxa, mantendo o Pix livre, gratuito, rápido e acessível", declarou.

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A campanha do senador também informou ter criado um site para responder a assuntos que ganharam espaço na disputa eleitoral, incluindo os casos envolvendo Nossa Senhora Aparecida e o Banco Master.

O Pix foi mencionado em uma investigação aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana. O procedimento foi um dos fundamentos usados pelo governo Trump para impor tarifas sobre determinados produtos exportados pelo Brasil.

Ao comentar o assunto, Schwarcz voltou a relacionar uma eventual vitória de Flávio ao fim do sistema de pagamentos. "Gente, corre lá para fazer bastante Pix, porque daqui a pouco acabou. Isso, se o Flávio ganhar", disse.

O governo Lula busca um acordo com os norte-americanos. Em 30 de setembro, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, reuniu-se com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e com o chanceler Mauro Vieira para discutir as tarifas.

Em 1º de outubro, Greer afirmou que os Estados Unidos entregaram "muitos rascunhos de diferentes ações que poderiam ser feitas". Questionado por jornalistas se temas como o Pix e o desmatamento estariam fora das negociações, ele não respondeu.

"O que posso dizer é que tivemos uma reunião construtiva. Concordamos em continuar trabalhando nesta questão em todos esses diferentes tópicos que investigamos", declarou o representante norte-americano.

Greer também afirmou que o período eleitoral brasileiro pode "limitar a flexibilidade dos governos" durante as tratativas comerciais.

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