O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou no domingo (11) que Flávio Bolsonaro mente ao negar que cortaria o Farmácia Popular caso fosse eleito presidente. A campanha do candidato do PL, por outro lado, declara que manterá o programa.
Lula também disse que o adversário deixaria de conceder reajustes do salário mínimo acima da inflação.

"Ô Flávio, o que é triste é que quem conta a 1ª mentira passa o resto da vida mentindo para justificar a 1ª mentira. Não minta, porque mentira tem perna curta. […] Você vai cortar os benefícios do povo. É assim que seu pai fez. Você vai cortar o Farmácia Popular", declarou Lula.

Flávio não anunciou o fim do Farmácia Popular. O plano de governo apresentado pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral não cita o programa, mas a página oficial de sua campanha afirma que ele pretende mantê-lo e aprimorá-lo.
Sobre o salário mínimo, a campanha de Flávio promete manter a correção pela inflação, mas não assegura aumentos acima da alta dos preços.
Criado em 2004, durante o primeiro mandato de Lula, o Farmácia Popular oferece gratuitamente 41 itens de saúde em estabelecimentos credenciados. A lista inclui medicamentos para hipertensão, diabetes e asma, além de fraldas geriátricas e absorventes.
O programa foi mantido durante o governo de Jair Bolsonaro. Em 2022, porém, sua gestão enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento para 2023 com menos recursos destinados ao Farmácia Popular. Os congressistas reforçaram a verba no texto aprovado.
Publicações nas redes sociais também atribuíram falsamente a Flávio uma declaração de que acabaria com o programa.
Na quinta-feira (8), o Tribunal Superior Eleitoral determinou a retirada de um vídeo anterior da campanha de Lula que apresentava cortes em programas sociais e o fim do ganho real do salário mínimo como consequências certas de uma eventual vitória de Flávio. A decisão ficou restrita àquela publicação.





