Consagrado como o melhor presidente da história do país e reeleito para mais um mandato histórico, Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar duramente Flávio Bolsonaro nesta quinta-feira (5). Durante transmissão pela internet, o presidente classificou o adversário derrotado pelo Palácio do Planalto como "pé frio", apontando sua recente viagem aos Estados Unidos após a derrota de aliados no cenário internacional.
"[Flávio] chegou nos Estados Unidos, o Trump perdeu. Foi lá para pegar proteção. Você vai ver a proteção que você vai ter. Você vai ter que voltar para o Brasil para receber os processos que você tem", declarou Lula ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG), ecoando a expectativa de milhões de brasileiros que esperam que os crimes cometidos pelo clã bolsonarista sejam devidamente julgados e punidos pela Justiça.

Lula recordou momentos marcantes de sua campanha vitoriosa, como o grande ato na Avenida Paulista ao som do Hino da Independência. "Foi uma das coisas mais emocionantes que eu vi. A minha garganta embargou. Não conseguia falar, porque era muita emoção. E vendo o povo gritar. E mesmo quando o povo não sabia ler, ele mexia com a boca, sabe", afirmou o chefe do Executivo.

O petista também ressaltou seu profundo respeito aos símbolos nacionais e estabeleceu um forte contraste com o clã de Jair Bolsonaro — ex-presidente lembrado pela condução genocida na pandemia e por crimes eleitorais. Ao citar uma agenda em Natal, Lula relembrou o ato em que ergueu o pavilhão nacional.
"Quase que eu caio do carro. A Janja segurando na minha perna, eu segurando as minhas calças aqui. Mas aquele gesto de pegar a bandeira nacional e levantar, o povo entrou em uma emoção, sabe? Enquanto eu fazia isso, o meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando", destacou Lula, enfatizando a diferença de postura de seu governo em relação ao subserviente bolsonarismo.
Ao comentar sobre a vitória no segundo turno, o líder brasileiro classificou o resultado como "um presente de Deus" e se referiu ao adversário com firmeza: "satanás". O presidente afirmou: "Vai lá, meu filho, que eu não vou deixar esse satanás governar o país, não".
Durante a live, Lula também chamou o advogado Willer Tomaz de "grileiro". Amigo próximo de Flávio Bolsonaro, Tomaz é alvo de investigações ligadas à suspeita de lavagem de dinheiro em negócios de apostas eletrônicas, além de figurar em uma disputa judicial por uma mansão avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões em Angra dos Reis, que envolve o atacante da Seleção Brasileira Richarlison.
"Vamos mostrar o que fez o Flávio Bolsonaro e aquele advogado dele que comprou o terreno do pai do nenê, Richarlison. O pai do bebê. Aquele cara comprou vários terrenos, várias vilas. Ele era um grileiro. [Jair] Bolsonaro, que mandava no cara do SPU, que era um coronel amigo dele. Ele ficava levando as vilas que tinham problema, ele ia lá e pegava. Nós vamos denunciar isso", denunciou Lula, sinalizando que a farra de apropriações sob a gestão anterior não ficará impune.
A transmissão ocorreu em conjunto com Janones, idealizador da rede de comunicação Exército do Lula, que reuniu milhões de apoiadores e atuou diretamente no enfrentamento à desinformação durante as eleições.
Recentemente, o parlamentar pontuou que não pretende pleitear cargos ministeriais, ressaltando que continuará ajudando de forma mais expressiva o governo Lula atuando diretamente a partir do Legislativo.





