Ministros do governo e integrantes da campanha do presidente Lula avaliam que uma virada sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2026 é difícil, mas possível.

Nos últimos dias, auxiliares do presidente reuniram exemplos de disputas estaduais nas quais o candidato que começou atrás conseguiu vencer no segundo turno.
O levantamento identificou ao menos 35 viradas em 120 eleições estaduais realizadas entre 1990 e 2022. Em alguns casos, o vencedor estava mais de 20 pontos atrás no primeiro turno.
Até agora, nenhuma eleição presidencial brasileira teve uma virada entre os dois turnos. A campanha de Lula usa os resultados estaduais para mostrar, porém, que mudanças no cenário eleitoral podem acontecer.

Um dos casos destacados ocorreu na eleição para o governo de Minas Gerais em 1994. Hélio Costa terminou o primeiro turno 21,1 pontos à frente de Eduardo Azeredo, então candidato pelo PSDB.

Impulsionado pelo Plano Real e pela candidatura presidencial de Fernando Henrique Cardoso, Azeredo reverteu a desvantagem e foi eleito governador naquele ano.

A lista também inclui a vitória de Mário Covas sobre Paulo Maluf em São Paulo, em 1998, e a de Jackson Lago contra Roseana Sarney no Maranhão, em 2006.
Há ainda exemplos recentes. Em 2022, Raquel Lyra virou a disputa contra Marília Arraes em Pernambuco, enquanto Fábio Mitidieri superou Rogério Carvalho em Sergipe.
Na eleição presidencial de 2026, Lula terminou o primeiro turno com 45,16% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 47,03%.
A diferença entre os dois candidatos foi de 1,87 ponto percentual. Diante desse cenário apertado, a campanha de Lula considera que os precedentes estaduais reforçam a possibilidade de uma virada no segundo turno.





