O presidente Lula tem dedicado os últimos dias à gravação dos programas eleitorais que serão exibidos durante o segundo turno da eleição presidencial. Até o momento, o petista já gravou ao menos três peças de campanha.

A estratégia prevista é alertar para o risco de uma eventual volta do projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro ao poder por meio de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, adversário de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto.
Os programas devem tratar de possíveis perdas de direitos e benefícios sociais, além do risco de o Brasil voltar ao Mapa da Fome. Entre os temas previstos estão eventuais cortes em iniciativas como o Farmácia Popular, associados pela campanha petista às propostas do senador.
A equipe de Lula também pretende mostrar que uma mudança de governo poderia prejudicar a população mais vulnerável. A intenção é mobilizar eleitores preocupados com a continuidade das políticas sociais.

Ao mesmo tempo, a campanha deverá adotar um tom mais humilde e reconhecer os problemas enfrentados pelo país. A orientação busca evitar que os resultados positivos da atual gestão sejam apresentados com excesso de confiança.

Em reunião com ministros realizada na quarta-feira, 7 de outubro, Lula orientou os aliados a "baixar a bola" durante a campanha.

A avaliação nos bastidores é que essa postura deve fazer parte da comunicação eleitoral. Os programas deverão reconhecer as dificuldades do país sem deixar de destacar os resultados e as políticas sociais do governo Lula.





