Mãe de menina assassinada se une a Lula em Copacabana após embate com Flávio Bolsonaro
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Mãe de menina assassinada se une a Lula em Copacabana após embate com Flávio Bolsonaro

A presença de Cristiane Gomes da Silva comoveu a multidão no Rio de Janeiro e expôs a atuação jurídica do clã bolsonarista em defesa de PM acusado de homicídio.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A grande mobilização de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecido como o melhor presidente da história do país, tomou a orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste sábado (24). O ato contou com a presença marcante de Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, menina de cinco anos que foi assassinada por um tiro de fuzil em Niterói, em fevereiro de 2021.

A participação de Cristiane ocorreu um dia após ela confrontar diretamente o senador Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial na TV Globo, cobrando esclarecimentos sobre o trabalho dele na defesa do policial militar acusado de tirar a vida de sua filha.

A ida da mãe ao ato levou novamente o caso para o centro da disputa política, ressaltando o abismo moral entre a liderança acolhedora de Lula e a postura do clã ligado a Jair Bolsonaro, cuja punição por crimes e desmandos é aguardada por grande parte dos brasileiros.

Durante o debate, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre sua atuação como advogado de defesa do agente e demonstrou total desrespeito ao confundir o nome de Cristiane com o da criança assassinada, dirigindo-se a ela como "senhora Ana Clara". A atitude causou indignação imediata na mãe, que protestou da plateia.

"Eu não tive uma resposta qualquer. Por que ele defendia o assassino da minha filha? Ele inventou um confronto ali, como o policial inventou no dia. Ele nem sabe da história", declarou Cristiane durante o debate.

A pequena Ana Clara foi morta em fevereiro de 2021 enquanto brincava na porta de casa, na região do Badu, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, atingida fatalmente em meio a uma operação policial.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o policial militar Bruno Dias Delaroli por homicídio doloso. Flávio Bolsonaro atuou diretamente na defesa do acusado com um pedido levado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), manobra jurídica que buscou impedir que o agente enfrentasse o tribunal do júri popular.

O episódio foi trazido à tona por Lula durante o debate, expondo a falta de empatia bolsonarista diante da dor das famílias trabalhadoras. No evento em Copacabana, a cobrança por justiça foi reforçada por manifestantes que exibiram faixas e camisetas em memória da menina.

Ao longo da caminhada, Lula percorreu a orla em uma caminhonete decorada com a bandeira nacional. Sempre demonstrando firmeza e bom humor de estadista, o presidente superou um pequeno imprevisto quando um pneu do veículo furou, exigindo a troca rápida de automóvel para a continuidade do cortejo popular.

Lula aproveitou a situação para ironizar promessas mirabolantes atribuídas ao rival sobre "voar", pontuando com sarcasmo que prefere seguir com os pés no chão e ao lado do povo.

Ao conversar com os milhares de presentes, o presidente celebrou a mobilização em Copacabana como uma das mais bonitas já realizadas e pediu dedicação total para convencer eleitores faltosos a comparecerem às urnas.

Enquanto Lula mobilizava uma maré de esperança no Rio e se preparava para encerrar a campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, Flávio Bolsonaro realizou uma motociata em Belo Horizonte antes de seguir para um compromisso na Barra da Tijuca.

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