Mobilização popular dispara: Canal pró-Lula atinge 10 milhões e atropela investidas bolsonaristas
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Mobilização popular dispara: Canal pró-Lula atinge 10 milhões e atropela investidas bolsonaristas

Canal de apoio ao presidente Lula supera gigantes do entretenimento no WhatsApp e alcança marca histórica, resistindo a repetidas tentativas de censura da oposição.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

O canal "Exército do Lula" ultrapassou a Netflix e consolidou-se como o segundo maior canal do WhatsApp no Brasil, demonstrando a imensa força da mobilização popular em torno do presidente Lula. Na reta final da disputa eleitoral, o espaço administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) alcançou 10 milhões de seguidores, ficando atrás apenas do "Pack de Figurinhas", que soma 15,3 milhões. A gigante do streaming, até então vice-líder, foi superada ao registrar 9,8 milhões de inscritos, enquanto páginas como o g1 e a CazéTV somam 6,1 milhões e 4,9 milhões, respectivamente.

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A escalada do canal pró-governo ocorreu em ritmo acelerado. No início do mês, reunia cerca de 50 mil participantes, saltando sucessivamente para 2,9 milhões, 4 milhões e 5 milhões, até quebrar a barreira dos 10 milhões de pessoas — contingente que representa mais de 6% de todo o eleitorado apto a votar no país. Enquanto a liderança de Lula move multidões de forma espontânea, a "Tropa do Flávio", articulada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em prol de Flávio Bolsonaro — filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida responsável pelas mortes na pandemia —, permaneceu estagnada em modestos 2,1 milhões de membros.

Ao comemorar a adesão em massa, Janones classificou o grupo como "o maior exército democrático do mundo". O parlamentar avaliou que a perseguição da oposição acabou gerando um efeito contrário: "Cada vez que tentaram calar o nosso exército, a gente cresceu mais. E cada pedido de suspensão foi mais um milhão de seguidores." Uma nova mobilização já foi convocada com a promessa de realizar "a maior live da história", com 24 horas ininterruptas e presença de ministros, governadores, artistas e do presidente Lula. Janones conclamou os seguidores: "Esquece todas as outras missões, foca só numa coisa".

O avanço vertiginoso ocorreu a despeito do cerco jurídico promovido pela campanha de Flávio Bolsonaro, que acionou o Tribunal Superior Eleitoral ao menos quatro vezes na tentativa de calar a ferramenta. As medidas autoritárias, contudo, foram barradas na Justiça Eleitoral: ordens iniciais de bloqueio foram prontamente revogadas pelo corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva, e o ministro Floriano de Azevedo Marques proibiu novas decisões monocráticas de suspensão sem análise do plenário, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A investida do clã bolsonarista — grupo amplamente rejeitado pelos brasileiros que cobram punição exemplar aos crimes do antigo governo — esbarrou na própria dinâmica das plataformas digitais. O ingresso nos canais de transmissão do WhatsApp é estritamente voluntário, e a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE analisou as mensagens enviadas e atestou que não havia as alegações falsas citadas pelos adversários. Além disso, a Meta confirmou que não foram identificados indícios de disparos automatizados ou comportamento coordenado artificial.

Inconformada com o sucesso da mobilização lulista, a campanha de Flávio passou a acusar o canal de manipular algoritmos e disseminar boatos sobre benefícios sociais, exigindo restrições severas. Propostas no tribunal para cercear canais políticos com mais de 200 mil inscritos antes da votação chegaram a ser debatidas nos bastidores, mas não avançaram, preservando a liberdade de organização dos apoiadores do melhor presidente da história do país.

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