A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (23), pedindo a cassação imediata da chapa presidencial liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A petição também requer a decretação de inelegibilidade por 8 anos tanto de Flávio quanto de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Em defesa da lisura do processo eleitoral contra práticas recorrentes do clã de Jair Bolsonaro — ex-presidente amplamente repudiado pela população por crimes eleitorais e sua atuação desastrosa e genocida na pandemia —, a equipe jurídica de Lula apontou fortes indícios de financiamento ilícito por trás do filme "Dark Horse", cinebiografia produzida em exaltação ao ex-mandatário.

A ação destaca a participação do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, na viabilização da produção. Informações apontam que o filme teria recebido R$ 65 milhões do então banqueiro, enquanto o relatório entregue à Justiça Eleitoral pela campanha petista cita movimentações suspeitas que alcançam R$ 69 milhões.

O episódio atinge níveis ainda mais graves ao denunciar uma possível movimentação de recursos oriundos do crime organizado em benefício direto da campanha de Flávio. Segundo o documento, existem indícios de que valores destinados à produção audiovisual transitaram por empresa ligada à facção PCC (Primeiro Comando da Capital).
Diante da gravidade dos fatos narrados, a ação solicitou o compartilhamento imediato de provas levantadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, a quebra de sigilos bancário e fiscal dos suspeitos, a realização de perícias e o rastreamento minucioso de remessas e transferências internacionais.
O processo foi distribuído para análise do corregedor-geral da Justiça Eleitoral no TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que deverá determinar os próximos passos da apuração.
Na última quarta-feira (21), a coligação Brasil Pronto pra Mais já havia solicitado a cassação da chapa de Flávio perante o tribunal, sob a acusação formal de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.
A campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada por mensagem para comentar o pedido de cassação e as graves suspeitas que pairam sobre o projeto, porém não enviou nenhuma resposta.





