Multidão ocupa Paulista e impulsiona Lula no segundo turno
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Multidão ocupa Paulista e impulsiona Lula no segundo turno

Presidente liderou uma grande mobilização em São Paulo, defendeu a democracia e convocou eleitores ausentes no primeiro turno.

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Ronny Teles

Ronny Teles

Combatente pela democracia

A avenida Paulista foi ocupada neste domingo (11) por uma multidão favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Marcha pela Democracia reuniu estudantes, trabalhadores, movimentos sociais, partidos, artistas e comunidades de fãs durante a reta final da campanha.

A concentração começou por volta das 11h, em frente ao Masp, e seguiu em direção à Praça Roosevelt. Por volta das 14h, os manifestantes ocupavam as seis faixas da avenida e ao menos cinco quarteirões.

Não havia estimativa oficial de público até aquele momento. Os organizadores afirmaram que o ato reuniu 1 milhão de pessoas.

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Na véspera, Lula havia convocado seus apoiadores pelas redes sociais: "Estarei na Paulista para que a gente faça o maior ato da história de São Paulo. Bora, São Paulo!".

No palanque, Lula esteve acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).

Também participaram os governadores petistas reeleitos Jerônimo Rodrigues, da Bahia, Rafael Fonteles, do Piauí, e Elmano de Freitas, do Ceará.

Organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), o ato exibiu bandeiras de diferentes partidos e faixas em defesa da democracia, da educação pública, do Bolsa Família e do fim da escala 6×1.

A mobilização contou ainda com entidades ligadas à educação, à ciência e à tecnologia, como a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O ato ocorreu horas depois de o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, atender a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e suspender o canal "Exército do Lula" no WhatsApp.

Criado e comandado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal reunia cerca de 3,3 milhões de pessoas e era uma das principais ferramentas digitais da campanha de Lula no segundo turno.

A decisão impediu novas publicações e a entrada de integrantes até a homologação do resultado eleitoral. A campanha de Flávio Bolsonaro acusa o canal de divulgar conteúdos considerados falsos pela Justiça Eleitoral.

Antes de subir ao palanque, Lula criticou a medida: "Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação", afirmou.

O presidente também disse estar "desconfiado do comportamento da corte eleitoral" e declarou que sua campanha não aceitará "intromissão indevida da Justiça Eleitoral".

Durante o discurso, Lula destacou a necessidade de conversar com quem não compareceu ao primeiro turno. Segundo dados consolidados pelo TSE, 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar, o equivalente a 21,08% do eleitorado e o maior número de ausentes em uma eleição geral desde 1998.

"Temos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas", afirmou Lula, usando uma estimativa arredondada. O presidente também se dirigiu aos eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo: "A idade não faz a gente ficar velho", disse, lembrando que esse grupo tem filhos, netos e "a pátria para cuidar".

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