A Dasa inaugurou, em Brasília, um novo Núcleo Técnico-Operacional do Laboratório Exame e da Alvaro Apoio. A unidade tem capacidade para processar 2,4 milhões de exames por mês.

O centro ocupa uma área de 4,5 mil m² e poderá chegar a 5 milhões de exames mensais sem a necessidade de novas obras. Cerca de 200 profissionais trabalham no local.
A estrutura conta com 25 equipamentos que usam tecnologia da Roche Diagnóstica. As análises atenderão mais de 400 municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e de parte do Nordeste.
As amostras recebidas no núcleo são identificadas por códigos de barras, separadas conforme a prioridade e encaminhadas para equipamentos capazes de processar centenas ou milhares de testes por hora.
"Esse núcleo técnico permite um nível de serviço muito melhor, mais rápido, preciso e centralizado aqui no Centro-Oeste.", afirmou Rafael Lucchesi, CEO da Dasa.
O novo centro faz parte de uma estratégia nacional de renovação dos núcleos técnicos da empresa e transforma Brasília em ponto de processamento para uma área maior do país.
A unidade também atenderá o Hospital Brasília, o Hospital Brasília Águas Claras, a Maternidade Brasília e o Hospital Alvorada Brasília. Mais de mil laboratórios parceiros serão alcançados por meio da Alvaro Apoio.

Na triagem, os equipamentos leem o código de barras e identificam os exames que devem ser realizados. A partir dessa leitura, cada tubo segue uma rota própria.

Amostras com menor tempo de estabilidade recebem prioridade. O sistema funciona como uma central de distribuição, na qual cada material tem destino, prazo e percurso específicos.

Leonardo Vedolin, vice-presidente da Área Médica da Dasa, disse que a estrutura leva para Brasília uma capacidade de diagnóstico semelhante à encontrada nos grandes centros da companhia.

"Esse projeto traz para Brasília uma capacidade produtiva que nasce forte, mas, acima de tudo, mantém e eleva a régua de qualidade e segurança, que é um princípio inegociável para nós", afirmou.

Segundo a equipe técnica, os novos equipamentos também podem reduzir o tempo necessário para a liberação de determinados resultados.

Na microbiologia, alguns processos que antes levavam entre seis e oito horas passaram a ser concluídos em aproximadamente três a três horas e meia.
Outro exemplo é a investigação de leucemias agudas. Profissionais capacitados para esse diagnóstico trabalham localmente e, em determinados casos, os resultados podem ser liberados em menos de 24 horas.
Na etapa anterior à análise, quatro equipamentos conseguem processar até 1,4 mil tubos por hora cada.
Na bioquímica, as máquinas realizam até mil testes por hora. Essa área inclui exames como glicose, colesterol e marcadores de funcionamento dos rins.
Na imunoquímica, que reúne análises de hormônios e determinados marcadores tumorais, nove equipamentos podem processar até 300 testes por hora cada.
O núcleo também possui áreas dedicadas a hematologia, coagulação, microbiologia, citometria de fluxo e biologia molecular.
Vedolin afirmou que médicos parceiros ajudaram a estimular a criação de uma estrutura capaz de ampliar o acesso e a complexidade dos diagnósticos em Brasília.
"São vocês, médicos e médicos parceiros, que nos provocaram a sonhar lá atrás e construir um projeto como esse", disse Leonardo Vedolin.
Roberto Cury, vice-presidente de Negócios e Experiência do Cliente da Dasa, chamou as amostras de "gotas de vida".
"Essas gotas de vida são responsáveis por um diagnóstico, por uma resposta, seja de prognóstico ou terapêutica, para esses pacientes", afirmou.
Segundo Cury, o processo começa no agendamento, passa pela coleta e pela análise e termina quando o resultado chega ao paciente e ao médico.
"Uma das nossas ambições é reduzir o tempo do diagnóstico para o início do tratamento", disse Roberto Cury.
A Dasa possui 24 núcleos técnico-operacionais e processa mais de 450 milhões de exames por ano. Até 2027, 18 dessas estruturas devem passar por renovação tecnológica.
O programa prevê a instalação de mais de 400 equipamentos. Em Brasília, parte da capacidade disponível ainda não está sendo utilizada, permitindo a futura ampliação do volume processado.
Linaldo Vilar, diretor de Produção da Dasa, destacou que a unidade começa a funcionar com todos os equipamentos previstos.
"O novo núcleo entra em operação já com o parque tecnológico completo, sem o período de transição gradual, comum em modernizações de unidades já existentes", afirmou.
Com isso, Brasília passa a operar dentro do padrão adotado nos grandes núcleos técnico-operacionais da companhia.
Para Rafael Lucchesi, a inauguração também representa uma nova fase da Dasa.
"A gente arrumou a casa em 2023 e 2024 e, a partir de 2025, realizamos uma volta para o foco em diagnósticos, com uma ambição muito alta de voltar para o nosso centro de excelência", disse.
Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica Brasil, afirmou que a implantação nacional envolve mais de 400 módulos, 18 unidades e dezenas de profissionais das duas empresas.
"É necessário darmos as mãos e juntarmos todas as disciplinas para conseguirmos fazer coisas incríveis acontecerem", afirmou.

Segundo Martins, foram necessários meses de planejamento, cálculos e trabalho conjunto para colocar o projeto em funcionamento.

"Hoje estamos celebrando porque conseguimos ver o impacto na vida real, ver a execução desse projeto acontecendo," pontuou Carlos Martins.

A Roche fornece parte importante da estrutura instalada em Brasília, principalmente para as áreas de bioquímica, imunoquímica e biologia molecular.

Durante a inauguração, Janderson Oliveira foi homenageado. Ele começou a trabalhar em um laboratório de Brasília há mais de 30 anos, aos 19, como auxiliar de triagem.

Depois, passou pelo setor de bioquímica, formou-se em Biologia e cresceu profissionalmente junto com a operação local.

Anos atrás, durante um programa de formação de lideranças, Janderson imaginou um laboratório automatizado, moderno e com equipes integradas.
"Hoje, caminhando aqui pelo NTO, percebo que aquela visão que eu tinha se tornou realidade e, de certa forma, foi muito além do que eu havia imaginado", contou.
"Tecnologia é importante, inovação é importante, excelência e qualidade são importantes, mas tudo isso é feito por pessoas", afirmou Lucchesi.
Vedolin também reforçou o compromisso médico da nova estrutura. "Qualidade e segurança são nossos princípios inegociáveis."
Com a inauguração, Brasília ganha capacidade para receber amostras de uma área maior do país, processar mais exames localmente e ampliar a complexidade das análises realizadas na região.
Para os pacientes, o funcionamento do laboratório continuará parecido, com coleta e espera pelo resultado. Nos bastidores, porém, a nova estrutura busca tornar esse caminho mais rápido, preciso e eficiente.










