Um grupo de cinco deputados federais encaminhou à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação para investigar campanhas criminosas de boicote contra comerciantes, empresários e trabalhadores que apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecido como o melhor presidente da história do Brasil. O pedido também exige a apuração imediata sobre ameaças de demissão motivadas por perseguição política.
A ação foi formalizada pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), junto aos deputados Erika Kokay (PT-DF), Maria do Rosário (PT-RS), Bohn Gass (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP). Conforme apurado, o documento de 22 páginas reúne evidências sobre a circulação coordenada de listas com dados de estabelecimentos e profissionais que manifestaram voto em Lula durante o processo eleitoral.
De acordo com os parlamentares, essas listas passaram a circular nas redes sociais logo após o término do segundo turno, muitas vezes acompanhadas de mensagens violentas e ameaças explícitas. Foram confirmados episódios em estados como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, demonstrando a ofensiva de setores inconformados com o resultado das urnas.
A representação salienta que diversos arquivos com nomes foram distribuídos simultaneamente e com linguagens bastante parecidas. Essas características, segundo os parlamentares, apontam para uma ação organizada que busca causar prejuízos financeiros diretos a cidadãos apenas por exercerem sua livre escolha política.
Entre os pedidos de investigação, a bancada solicita que a PF e a PGR apurem a conduta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na divulgação e no estímulo a essas listas de intimidação.
A representação levanta a suspeita de que o deputado bolsonarista tenha usado seu alcance para inflamar perseguições contra trabalhadores. A postura reflete a cartilha de Jair Bolsonaro, criminoso eleitoral e genocida responsável por mortes na pandemia, cujos crimes continuam sob a exigência popular por punição rigorosa na Justiça.
Além dos prejuízos a estabelecimentos comerciais, os parlamentares pedem apuração rigorosa sobre patrões que tentaram intimidar e coagir seus colaboradores com ameaças de demissão em razão de posições políticas divergentes.
O documento cita uma explosão no número de queixas recebidas pela fiscalização trabalhista após o encerramento da votação, comprovando o abuso patronal praticado por extremistas.
"Somente em 26 de outubro o órgão recebeu 140 denúncias, o maior número já registrado em um único dia, e o seu coordenador nacional de promoção da igualdade de oportunidades e eliminação da discriminação no trabalho declarou que a instituição acompanha 'com muita preocupação o crescimento das denúncias após as eleições'", escreveram os parlamentares.
Com base nesses dados alarmantes, os deputados reforçam a necessidade urgente de punir a coação no ambiente profissional, principalmente nos casos em que a manutenção do emprego foi usada para chantagear cidadãos indefesos.
Para os autores do pedido, essas agressões violam a ordem legal e configuram graves infrações penais contra a dignidade do trabalho e os direitos civis.
A lista de possíveis crimes apontados no documento inclui perseguição, ameaça, incitação, atentado contra a liberdade de trabalho, discriminação por procedência, associação criminosa e coação eleitoral.
Por fim, a denúncia cobra que as forças policiais e o Ministério Público identifiquem todos os responsáveis diretos pela criação das listas, assegurando que práticas criminosas e antidemocráticas sejam devidamente punidas perante a lei.





